Dar ou não dar - é uma questão?
24 de September, 2007
Acabei de perceber que um assunto muito discutido entre as mulheres ainda não foi abordado aqui na nossa coluna sobre sexo: quando dar? Talvez por que finalmente tenhamos percebido que não dá para implementar regras num assunto como esse. Mas de qualquer forma, acho válido falar da experiência.
Primeiro esclareço o meu ponto de vista sobre o assunto: nunca consegui seguir regras. Ás vezes rola rápido. Ás vezes demora. Na verdade depende muito mais do meu humor do que qualquer coisa. Uma vez adiei uma transa várias vezes por que não conseguia hora com a minha depiladora… O importante mesmo era estar com as pernas e virilha lisinhas na hora H!
Dificilmente eu dou no primeiro encontro. Mas para mim, isso é mais uma regra de segurança pessoal. Prefiro conhecer o cara primeiro para ter certeza de que ele não é nenhum sociopata (existem mais por aí do que vocês podem imaginar! :-p). Mas já aconteceu. Uma vez me arrependi e paguei o mico de querer ir embora do motel no meio da história toda. Sorte que esse cara não era mesmo um sociopata. Uma outra vez, eu saí para jantar com um carinha, jurando que não ia rolar nada e me peguei dirigindo eu mesma para o motel.
Mas para mim, as melhores são aquelas primeiras transas que demoram um pouquinho a acontecer. O nível da sacanagem vai aumentando a cada encontro até que não dá mais e você tem certeza de que aquela é a hora! Acho a sedução divertida. A provocação mais divertida ainda. E me parecem duas artes perdidas na pressa dos dias de hoje. A gente quer tudo em “real time”, “on demand” e esquece que esperar por uma coisa boa, também é muito bom :).
Não incluo nesta regra, os casinhos superficiais, one-night-stands. Mas só por que nunca tive talento para tal. Mas acho que nestes casos é preciso prestar atenção se o sexo rápido e sem compromisso rolou por diversão ou como uma forma de evitar compromisso. Sim! Tem mulheres que fazem isso. Usam o sexo como barreira à intimidade (por mais contraditório que isso possa parecer). E se isso vira um comportamento comum é sinal de algum problema emocional… Não tem nada a ver com galinhagem, piranhagem ou seja qual nome feio vocês queiram dar. Usar sexo como forma de evitar compromisso pode limitar as suas chances de viver um caso, romance, rolo, amor, namoro ou casamento super legal (quem sabe onde as coisas vão dar?)! Se esse é o seu caso, pare para analisar a sua situação. Se for o caso, procure uma psicóloga.
Mas voltando ao momento perfeito para dar para o seu novo caso. Se você tem regras e se elas são importantes para você, atenha-se à elas. Qual o problema? Numa coisa podemos concordar, o sexo tem que rolar nos seus termos, com o seu consentimento e certeza. Mas não seja muito rígida, lembre-se que o melhor dessa época “prè-sexo” do relacionamento é a expectativa, os amassos, a diversão. Aproveite isso! Agora se você faz o tipo desencanada… Aproveite a expectativa também (mesmo que seja por uma semaninha só :)! Me lembro de um episódio de “Sex and the City” onde a Carrie fica super estressada por que ela e o Adam ainda não transaram. Quando ela finalmente resolve confrontá-lo para saber o por que da “seca”, ele responde algo assim: “Gosto desses momentos de romance”. Eu sou a favor do romance - e a idéia de que a primeira transa (com um novo caso :-p) deve ser especial, é puro romace!
Então chegamos ao fim deste texto sem muitas definições. Dar no primeiro encontro? No segundo? No terceiro? No décimo? Tanto faz! O importante mesmo é você curtir o começo do relacionamento, que é sempre uma delícia! E quando chegar ao momento de dar, querida, dê com vontade e bem gostoso! Por que dar também é muito bom!
Por Oncinha
Assunto: sexo do bom, Dicas PC