Mulheres que vibram
13 de June, 2007
Antes de tudo e qualquer coisa, há que se falar das mãos. O psicanalista Freud deu tanta atenção as fases oral e anal, e acabou esquecendo da melhor de todas! Boa mesmo é a fase do tato! A descoberta da sensibilidade da pele, ativada pelo simples ato de tocar-se. Arrisco dizer que, dos 5 sentidos, é o que mais nos faz ciente de nossa própria existência. Até Arnaldo Antunes já concluiu que o corpo existe porque pode ser pego. E se pego de jeito… parece que flutua e deixa de ser matéria pra se transformar em pura energia.
Lembro-me bem de quando descobri que minhas próprias mãos eram mágicas! Um mundo se abriu, e lá fui eu tateando cada pedacinho em banhos que tornavam-se inexplicavelmente longos. De banho em banho, água por água, seguiu-se a fenomenal descoberta do chuveirinho ? praticamente o precursor dos vibradores!
Ah, e finalmente os vibradores!! Passadas as diversas fases posteriores aos longos banhos ? do primeiro beijo a primeira vez - eis que ressurge com força total aquele desejo mais primitivo: o poder de me auto-proporcionar prazer. E, já mulher formada, independente, moderna, ultra-contemporânea, e afoita por novas descobertas e sensações, nada melhor para apimentar a experiência e garantir resultados mais potentes (e rápidos!) que um bom vibrador.
Engana-se quem acha que vibrador é coisa de mulher mal-comida ou mal-amada. O meu primeiro foi presente de um amante lindo, fiel, gentil e tarado. Enviado de surpresa pro hotel em que me hospedava a trabalho, veio com uma calcinha sexy e um recadinho: ?treine bastante. Quero um show particular?. Claro que treinei a semana inteira, meu show foi um espetáculo, e a noite não poderia ter terminado melhor. Calcinha que é calcinha sabe: macho que é macho bom de verdade A-D-O-R-A ver uma mulher se contorcendo de prazer. Só pra depois tentar proporcionar ainda mais prazer, e a coisa vira praticamente uma competição em que somos as maiores beneficiadas.
(E cai o mito de que homem se sente intimidado por vibrador! Só não me chegue na primeira noite com um mega-vibrador anatômico, bem-dotado, com 7 velocidades de vibração. Voltemos ao tato: há de se tê-lo inclusive em sentido figurado.)
Meu vibrador-presente foi batizado de Venâncio, e criamos uma relação hiper gostosa. Volta e meia, permitÃamos novamente o amante original em nossa relação e a coisa foi passando de mero voyeurismo. Venâncio é totalmente mente-aberta, e não tem preconceito algum em dividir a ?ativa? simultaneamente com meu outro amante, que por sua vez adorava sentir o vibrante Venâncio dentro de mim.
Essa relação a três pode funcionar muito bem, desde que sempre ocasional para tornar a coisa mais passional e evitar ciúmes. Um dia meu amante original se foi. Venâncio ficou. Curtimos nossa relação a dois. Já convidamos um ou outro, mas eles passam. Venâncio nunca me abandona. É mutante, e já mudou de forma, cor, tamanho e tipo, mas a essência é a mesma ? ele vive pra me dar prazer. E é por isso que eu o amo!
Há uma inacreditável variedade de modelos venancÃsticos. Vão do clássico aos super high-tech. Tem tamanho e formato para todos os gostos, os rÃgidos e os de silicone, os com acessórios que prometem a textura de uma lÃngua! Há os que privilegiam a anatomia e os que privilegiam a vibração ? diversas velocidades e tipos. Os acoplados em calcinhas que prometem ser silenciosos e podem ser usados a qualquer hora, tipo aquele aparelhinho da abdominal. Tem a prova d?água, disfarçado de batom, e até uns que vibram de acordo com a música de seu ipod! Criatividade é o que não falta nesse ramo. Tudo depende do gosto (e do bolso) da freguesa.
Se experiência alheia vale de alguma coisa, digo que o tamanho realmente não importa. O falo por si só, sem um entorno masculino exalando calor humano, só me faz lembrar que de fato só o primeiro terço da vagina tem terminações nervosas. Venâncio atualmente faz o gênero ??egg? ? que além de pequenininho e super funcional, é fácil de carregar e disfarça bem quando passa no raio-x do aeroporto ?
E para as calcinhas mais tÃmidas, a internet brasileira está cheia de sex shops virtuais que fazem sua entrega na maior discrição possÃvel, com direito a nome fantasia na fatura do cartão de crédito, assim tipo motel. E ainda tem uma variedade bem maior de modelos.
Lanço aqui a campanha: toda calcinha merece seu Venâncio! Peça de presente ou dê-se um. O importante é experimentar. Mas lembre-se: na falta de pilha, bateria ou mesmo de um Venâncio pra chamar de seu, suas mãos são mágicas… E ainda há o chuveirinho!
Por Verinha
menina,
tô impressionada com a evolução dos vibras…deu até curiosidade
beijos
Luma
pois é, Luma!
é um mercado em constante evolução, vale a pena experimentar!!
beijos!
pois é, menina, eu também sou adepta do ovinho discreto. Foda é quando você esquece em casa quando vai viajar… 3 semaninhas sem meu ovinho…
Fico contente saber da existência de mulheres tão tranquilas com sua sexualidade. É lógico q vcs sabem da existência de mulheres adultas com um grau de repressão altÃssimo, que não ousam usar as próprias mãos, qto mais vibradores. Claro q, além da educação sexualmente repressora, ditada pela igreja, os próprios homens tem influência nesse bloqueio, o q é muito triste. Portanto, amigas, sigam gozando assim maravilhosamente. Parabéns!
[…] e não quer mais sair de casa? Exatamente assim que me sinto.Verinha já escreveu sobre mulheres que vibram. Confesso que vibro faz tempo, mas agora vibro com potência tamanha que preciso compartilhar a […]
Adorei as dicas dos vibradores e do chuveirinho tb,o nome é ótimo tb muito criativa.
Beijão:
meuu Deus,que povo tarado!;aueahueahueuhe,mais fooi legal!
Não esqueçam que existem os vibradores resistêntes à água que são uma ótima opção! Achei um não muito grande na cor lilás para minha esposa no sex shop virtual www.gtoys.com.br. Estou adorando ler tudo sobre sexualidade feminina!! bjos