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Ela foi!

1 de Agosto, 2008

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o Papo Calcinha é uma reunião de amigas. lindas, inteligentes e sexies. rs…
por isso o post de hoje é de autoria de uma amiga querida, convidada (por enquanto) absoluta e jornalista competente. e carioca, claro! ;)

espero que gostem tanto quanto eu.

Lais Orrico

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(por Camila Barcellos)


Para a casa dele. De mala e cuia, cafeteira italiana, seus livros preferidos, alguns porta-retratos sem os quais seus dias não seriam os mesmos… Trouxe inclusive um quadro de 60×80cm. Afinal… Tinham 01 mês de namoro!

Na primeira semana, ela havia comprado tinta para mudar a cor da parede do escritório, “laranja é ótimo para ambientes de trabalho”; trocado o mural dele pelo quadro, pois a luminosidade era mais adequada; feito uma lista de tudo o que faltava na dispensa e que ela gostava e me recebido com: “que ótimo te ter aqui em casa”.

Gargalhei. Não dela, mas de mim. Eu jamais conseguiria com tão pouco tempo de relacionamento - mesmo no auge da paixão e de toda sua deliciosa “irracionalidade” - dizer “minha casa”, me sentir tão “em casa”, por mais maravilhoso e receptivo que ele fosse, por mais bilhetinhos que deixasse espalhados dizendo: “seja bem-vinda a nossa casa!”. Por mais que antes tivéssemos sido amigos por alguns anos. Obviamente, não seria uma chata, negando ou recusando tamanha demonstração de amor e bem querer… Mas, confesso! Enquanto eu pudesse, evitaria frases com o pronome possessivo da primeira pessoa do plural. Por algum tempo me sentiria uma intrusa. Complexo de inferioridade? De superioridade? Horror à idéia de ter meu espaço invadido? Pânico em cogitar invadir o do outro? Achei que um bom café e umas sessões de terapia talvez me fizessem bem!

Na verdade, só precisei do café. A resposta às minhas perguntas estava clara: Ela não tem medo de errar! Leia-se: ela sabe o que quer. Sabe que tudo é possível. Acertos e tropeços. Mas, antes de considerar o erro, prioriza sua capacidade em fazer dar certo. Foca no que quer e seus ouvidos simplesmente não entendem “conselhos” de quem já passou por isso. Afinal, esse “isso” é dela. É único! Ninguém nunca o viveu.

Sem pensar em ser ridícula ou fantástica, perfeita ou humana, apenas ser em toda sua essência comprometida com o seu amar… Aceitar o que o outro lhe estende com as duas mãos e de peito aberto… É tarefa para quem não tem medo de flores, cores, nem amores…

Assunto: Vida nova, Bom conselho, coisas de mulherzinha, Tudo

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O que me faz amar um homem?

7 de Julho, 2008

(texto de Ailin Aleixo retirado - literalmente - de uma revista e digitado aqui em uma homenagem à dicotomia feminina e a nossa busca de explicação para tudo)

Só ser desejada de nada adianta: quando acaba o suadouro, o que resta? 

Eu realmente acreditava que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Elucubrações e digressões me impressionavam. Conhecimentos literários, artísticos, práticos seduziam a eterna adolescente em mim. Mas descobri que não era isso que me fazia amar: de nada adianta um cérebro invejável, citações brilhantes, se ele não rir das próprias besteiras, se não souber aproveitar as delícias do ócio de um sábado quente. Então percebi: bom humor era essencial.

É delicioso estar com alguém que vive sem arrastar correntes e faz dos pequenos horrores cotidianos inevitáveis piadas. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, quero alguém que me conforte a alma. Nesses momentos, nada pior do que ser levada na brincadeira - existe uma imensa diferença entre a alegria de viver e a recusa a sair da infância. Então fui invadida pela certeza de que o que me fazia amar alguém era, antes de tudo, a sensibilidade.

Telefonemas de bom-dia, olhares que vêem, pequenos gestos incontidos - tudo o que eu podia querer. Ou quase. Só sobrevive ao meu lado alguém que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas preciso da certeza de estar com um homem de verdade e não com um moleque preso no complexo de Peter Pan. Quero ser domada, tomada.

Nem inteligência, bom humor ou sensibilidade me faziam amar alguém. Talvez fosse virilidade.

Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha. Ser desejada com urgência é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta: quando acaba o suadouro, o que resta? Se o que interessa é a movimentação, tudo bem. Mas se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhado de cuidado, carinho. Pensei, então, que ele seria a pedra fundamental pra despertar meu amor. Mas carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora de um desconhecido.

Um dia, cansei de tentar adivinhar. E, nesse dia, após tantas enumerações paralisadoras e neuróticas, descobri. Hoje sei exatamente o que me faz amar um homem: o amor existir.

Quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali.

Simples assim.

Assunto: Bom conselho, Nosso louco amor, coisas de mulherzinha, Tudo

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O moço da loja.

5 de Abril, 2008

Hoje acordei só, e minha casa desmoronava. Foram 2 semanas fora e, ao voltar, descobri água aparecendo misteriosamente no chão da cozinha e ao lado da privada, a torradeira não funcionava, o estabilizador queimou, a torneira do chuveiro decidiu não fechar mais – sabe quando você gira a torneira ao máximo e, ao invés de travar, ela gira de novo?

Xinguei o mundo, respirei fundo, xinguei a mim mesma e acreditei fortemente que era tudo culpa minha: minha tristeza com suas vibrações ruins destruindo tudo a minha volta, só para me lembrar novamente: estou só, me sinto só, e vou precisar consertar tudo só.

Houve um tempo em que minha casa funcionava magicamente, ininterruptamente. Se uma lâmpada queimava, era só dizer ‘a lâmpada queimou’, e ao voltar pra casa mais tarde ela acendia novamente. Vai ver meus pais emanavam energia melhor que a minha e por isso aquela casa sempre funcionava. Depois fui agraciada temporariamente pela dádiva da casa perfeita dos arquitetos. Talvez eles saibam construi-la, mas escondem esse segredo somente pra si enquanto exploram nossa ignorância de meros mortais. Quem sabe desfrutei da sorte por tanto tempo, que agora estou fadada à uma vida de vazamentos, entupimentos e infiltrações.

Elza - sempre ela - chegou pra me socorrer e me lembrar que não estou tão só assim. Essa moça que limpa minha casa, organiza minhas bijuterias, arruma minhas roupas por cor e por altura nos cabides, parece saber de tudo. Rapidamente me fez fechar o registro d’água, de cuja existência eu já havia esquecido, e identificou a causa de um dos principais problemas: o encanamento estava repleto da minha ex-cabeleira dos últimos anos. Era tanto cabelo que dava pra fazer uma peruca, e aquele emaranhado ensebado ocasionou meu primeiro sorriso do dia: ‘é a prova de que eu me renovo’.

Muito cabelo depois, ainda haviam sinais de entupimento. Madame Elza me pediu um arame maior. Deve haver mais cabelo ao longo da tubulação – ela disse. Eu, que mal sabia que havia um arame menor na minha casa, lembrei da lojinha ao lado do meu prédio. Um cubículo cheio de objetos não identificados pendurados. Lá fui eu.

Expliquei tudo pro moço escondido atrás daqueles objetos estranhos, e descobri o homem dono de todas as respostas:
“Pra torradeira funcionar, basta trocar o fuzível do estabilizador. Se quiser, traz aqui que eu troco pra você. Já no caso da torneira, você vai precisar de uma chave de grife para abrir e trocar o eixo rotatório que deve estar gasto. Melhor você trazer ele aqui antes para eu ver o diâmetro e te dar outro que encaixe. Compra também soda caústica, e se o arame não der jeito, joga um pouco que ela acaba com tudo no caminho.”

Chave de grife? Eixo rotatório? Onde essas pessoas aprendem isso tudo? E até hoje eu tinha medo de soda cáustica, e jamais compraria pra minha casa. Tantas respostas depois que me deixaram mais feliz, vejo o rosto do moço quando ele veio receber o dinheiro:
“Sabe que, em tanto tempo que você mora aí do lado e eu te vejo ir e vir, é a primeira vez que te vejo sorrindo?”

Jura? Meu deus, será que sou tão mal-humorada assim? Me desculpe. Tá bom, sorrio mais, tá bom assim?
Com tanto sorriso, levei de brinde a chave de grife emprestada para tentar tirar o tal do eixo rotatório, após muitas instruções. Mas isso é coisa pra homem. Eu não tenho força. Nem Elza.

Eu sinto falta de alguém pra amar, pra cuidar, pra andar ao meu lado, dividir a vida, ir ao cinema, beijar e transar. E pra fazer por mim tudo aquilo que eu mesma odeio (ou não sei) fazer: resolver problemas mundanos de casa inclusive. Ter alguém que me completa tomou outro significado, mais real, mais palpável, mais terrestre. Acho que é disso que eu preciso.

Amanhã, o moço vem com sua chave de grife arrancar meu eixo rotatório, trocar por um novo e me permitir tomar um banho em paz. Periga eu pedi-lo em casamento. É bom ter cuidado.

Por Claire.

Assunto: Vida nova, coisas de mulherzinha

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Dias mais românticos virão.

21 de Janeiro, 2008

Eles formaram par na quadrilha da 4ª série. Duas décadas depois, sem os quadriculados, se reencontraram na festa de ex-alunos. Ele a reconheceu, ela teve que pensar mais um pouco. Foto pra lá, risadas pra cá, decidiram encontrar-se novamente, resgatar a amizade infantil e relembrar bons momentos. Um chopp, um boliche, os dois solteiros. Outro chopp, longos papos no MSN, coração batendo forte ao ouvir o telefone tocar.

Ele disse que nunca havia se apaixonado assim, platonicamente. Ela achou a declaração linda. Marcaram de se ver novamente. Se beijaram, para logo em seguida ela ouvir: “Quer namorar comigo?”.

Repensei minha vida, e nunca foi pedida em namoro. Simplesmente namorei. Saí em missão-enquete e confirmei: não sou a única. Encontrei várias outras mulheres que nunca ouviram o ‘quer namorar comigo?’. Triste constatação.

Dias mais românticos virão, dias mais românticos virão, dias mais românticos virão. Vamos repetir como um mantra.
E o casal da historinha fofa planeja uma nova quadrilha para celebrarem seu reencontro.

Por Claire.

Assunto: coisas de mulherzinha

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Seu sapo e suas duas amigas.

13 de Agosto, 2007

Há quem cometa o infortúnio de dizer que não há amizade verdadeira entre mulheres. E que mulheres sempre brigam por homens. Tolos.

Duas mulheres, um homem-anfíbio. Em comum, a paixão pela fotografia. O trio conheceu-se em separado. A primeira conheceu o sapo em um curso de fotografia. A segunda o conheceu depois, em outro curso. As duas se conheceram ainda depois, e em um último curso que envolvia uma viagem. Dadas as coincidências deste mundo, seu sapo decidiu embarcar na viagem também. Com outro grupo, mas para o mesmo evento, no mesmo lugar.

Qual não foi a surpresa do sapo ao encontrar suas duas amigas dividindo um quarto. Algumas fotos, risos e passeios depois, a desconfiança foi inevitável. Sozinhas no quarto, a verdade foi revelada: seu sapo estava longe de ser príncipe, e pulava de uma para outra. Seu sapo era insaciável.

Contra toda e qualquer expectativa, principalmente a do sapo, a amizade entre as duas fortaleceu-se. Fizeram um trato: uma respeitaria qualquer decisão que a outra tomasse em relação ao sapo, desde que fosse comunicada. Cada uma fez o que quis: uma - mais apaixonada - saiu mais algumas vezes com seu sapo, tirou satisfação, conversou, brigou. A outra, menos apaixonada, até manteve-se mais distante, mas ainda conversou e saiu com sapo mais uma vez. Seu Sapo, sem saber do trato, sentiu-se traído (imagine só!) quando descobriu que elas mantinham-se informadas sobre suas histórias. Bom, era só ele mesmo quem saía perdendo com tanta sinceridade.

O tempo passou. O sapo, obviamente, jamais chegou a ser príncipe para uma nem outra. Dele, sabe-se pouco, mas parece que continua sapo por aí. As amigas viraram melhores amigas, confidentes, companheiras. Uma apaixonou-se, mudou de casa, de país, de estado civil. A outra continua por aqui, feliz por sua amiga querida. Falam de seu sapo muito eventualmente, riem da história e lhe são gratas por ter sido o pontapé que faltava para o despertar de sua amizade.

Numa coluna sobre relacionamento, resolvi homenagear uma de suas mais belas formas chamada AMIZADE. Verdadeira, sem cobranças, eterna, repleta de amor e bem-querer. Acho que qualquer calcinha concorda que muito mais vale uma amizade verdadeira que um homem-anfíbio em nossas vidas. Seu sapo, felizmente, foi reduzido a adereço, coadjuvante, percalço no caminho da história que essas duas escrevem juntas e que derruba dois mitos de uma só vez: existe amizade verdadeira entre mulheres, mesmo entre aquelas que já dividiram um único homem.

E para finalizar, dedico esse post a uma querida amiga que, coincidência ou não :), acaba de mudar-se de casa, de país e de estado civil. Amiga: você fará falta por aqui. Te amo, te amo, te amo. E um grande beijo a todas as minhas amigas de verdade. Love u all.

Por Claire.

Assunto: coisas de mulherzinha

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Saudades do que já tive.

4 de Agosto, 2007

Quero me apaixonar de novo. Estou de bem com a vida - as feridas de amores antigos já se fecharam, o tempo virou meu aliado e anda sobrando para que eu me dedique a atividades que amo, durmo a noite inteira sem vestígios de crises (a existencial parece ter dado uma trégua), tenho bons amigos, saúde, dinheiro suficiente no bolso. Tá tudo ótimo, a paz voltou a reinar absoluta. Só me falta a emoção. É, acho que cansei da paz.

Sinto saudades do coração batendo forte, das noites perdidas de sono esperando aquele telefonema (ou email, ou SMS nesses tempos multimídia). Divagando se ele está apaixonado também, e de preferência por mim. Sonhando com seu sorriso e achando o máximo algum de seus mais esdrúxulos hábitos ou hobbies. Aquele momento em que serei incapaz de ver defeitos, e tudo que vou desejar é que ele me ligue no meio da noite para horas de bate-papo. O primeiro fim de tarde na praia, o primeiro por do sol, passeios de mão dadas, sorvete de casquinha, pipoca no cinema e horas que passam desapercebidas. Beijo na boca com frio na barriga. A paixão surgindo a cada gesto, toques capazes de arrepiar um corpo inteiro. A vontade de estar junto que chega a sufocar. Meus amigos implorarão para que eu mude o assunto, mesmo achando tudo lindo.

Não é amor o que estou procurando. Não quero o que me preencha de felicidade e me deixe segura de mim, feliz, serena e completa. Quero o que me tire do sério, do meu sono tranquilo e me encha de dúvidas - só para depois ter o gostinho de esclarecer tudo com um olhar. Quero oscilar entre a felicidade extrema e a angústia interminável. Emoções intensas.

Só me falta encontrar o objeto de tanto desejo, no meio de tanta gente chata sem nenhuma graça. Confesso que não sei onde procurar e a verdade é que não me apaixono tão facilmente. Não basta gostar de mim, ser bonito, inteligente, bem sucedido e atencioso comigo. Fica faltando o fator surpresa, e eu me desinteresso. Muito menos basta me achar bonita em uma noite de bar, entre cervejas e sorrisos, e me tratar como trataria qualquer outra bonita que aparecesse. Para esses, eu mal olho. Por vezes, quase encontro um – inteligente, interessante, divertido, culto, mas aí falta a atração física. Há quando sinto os primeiros sintomas da paixão, e a falta de reciprocidade acaba com tudo. E por último, tem os casos em que falta algo que nem eu sei nominar. Uns vêm, outros vão, e eu continuo aqui desejando o que não tenho, ansiando por algo que nem sei bem o que é.

Talvez eu esteja virando refém do meu próprio desejo, desejando tanto a emoção e esquecendo que ela precisa de alguém de carne e osso para fluir. Mas ainda acredito que minha hora irá chegar. De novo. E borboletas voarão no meu estômago, meus joelhos tremerão, a paz sairá momentaneamente de cena da minha vida. Só para depois eu a desejar intensamente de volta, acompanhada da sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida, transformando o tédio em melodia . Como dizia um grande poeta amigo meu.

Marisa Monte - Não vá embora
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Cazuza - Todo amor que houver nessa vida
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Por Claire.

Assunto: Trilha Sonora, Vida nova, coisas de mulherzinha

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Mas por que ele não me quer?

26 de Junho, 2007

Você é cheirosa, limpinha, depilada, deu um talento no visual depois que conheceu seu casinho atual, até emagreceu alguns quilos, é super fofucha com os problemas dele, dá conselhos, é compreensiva com horários, aceita o futebol, amigos e tudo o mais, no sexo dá tudo de si, faz jantarzinhos, surpreende com lingeries e presentes, liga sempre pra conversar, quando sai com ele é toda amores e mesmo assim ele não te quer, digamos, full-time como namorada, do jeito que você quer. Ué, por que será?

A pergunta é difícil, a resposta mais ainda, mas a verdade é que nós mulheres modernas costumamos achar que precisamos fazer algo para os casinhos se apaixonarem perdidamente por nós, ou pior, que a solução deve estar em nós. Caímos também no infortúnio esperançoso de achar que um dia vamos acordar de manhã e, num passe de mágica, o homem amado estará de joelhos como um verme rastejante aos seus pés, afinal, depois de longo e tenebroso purgatório - seu! - ele se deu conta de como você é fantástica. Se você pensa assim, é bom relaxar e chamar umas amigas para um papo calcinha, porque a verdade é que ele dificilmente vai se apaixonar por você ter feito algo. Use essa lógica para fazer supermercado - a partir de uma lista x de necessidades você sairá do supermercado com a geladeira cheia. Ou para o trabalho: a partir da lista x de requerimentoso seu projeto ficará pronto mais rápido. Mas com homens essa não funciona… e vamos aos porquês, ou às tentativas de.

Há quem diga que “Homem não gosta de mulher babona que faz tudo o que ele quer” e que “Você tem que pisar para ele te adorar”. Essas máximas populares são quase verdades. Exemplos mostram que homens adoram mulheres babonas e pegajosas sim, mas quando estão apaixonados. E sobre pisar neles, em geral, homens descobrem o amor a partir da essência do instinto masculino, ou seja, exercitando as estratégias de caça e reconhecendo que devem suar por ela, no caso, por você. Sim minha amiga, volte à época das cavernas e assista um pouco de Animal Planet que você irá entender: os machos precisam se sentir caçadores em disputa e considerarem você como um tesouro a ser conquistado e cuidado - o que de verdade você é!! Se for fofucha de mão beijada sempre, sem ele ter feito o mínimo esforço, ele não te achará preconceituosamente uma mulher fácil, nada disso, mas não vai entender você como alguém que deve ser cuidada, louvável de seu suor e ele terá dificuldade de vislumbrar estratégias para conquistar você. A descoberta de que você é um tesouro tem que sempre ser dele, como se encontrasse, no meio do deserto, um oásis de água cristalina e fresquinha. Por isso, se o macho gostou de você, baixe a guarda, e deixe-o trabalhar. Você já faz demais em existir, linda e soberana. E até que é melhor descansar nesse assunto, não? A gente já trabalha tanto.. Relaxe, depois que começarem a namorar, vocês terão tempo de sobra para exercitarem a troca. :)

Isso não quer dizer que, se estiver com um macho desprendido como casinho atual, é só você começar a cagar baldes que ele virá correndo atrás de você com um tacape pré-histórico; mas geralmente eles se aproximam um pouquinho mais depois de umas bordoadas. Já percebeu? Ainda assim, são raros os casos onde o homem que no começo da relação não se mostra muito empolgado e de repente se vê completamente apaixonado. Geralmente, a paixão surge logo no começo e não demoram em demonstrarem quando encontraram “a caça ideal”. Por isso, se estiver vivendo um cansativo lenga-lenga e vir que ele está se aproximando após algumas bordoadas o sinal é bom para o ego, mas na dúvida não se empolgue muito nem ache que o jogo está ganho. Racionalize: ele deve estar querendo alguma coisa e não necessariamente está apaixonado por você. E não vale se auto-sabotar, achando que você ainda está por fazer algo para que ele se derreta por você. Alguns exemplos dessas auto-pegadinhas, nas muitas ciladas que nos arrumamos:
•    Ele não me quer ainda porque sou muito fácil e disponível.
•    Ele não me quer ainda porque acabou faz pouco tempo com a ex.
•    Ele não me quer ainda porque ainda estou gorda - embora tenha emagrecido 10 quilos e esteja magérrima.
•    Ele não me quer ainda porque minhas amigas são estranhas.
•    Ele não me quer ainda porque está traumatizado.
•    Ele não me quer ainda porque lembro a ex.

E por aí vai. Bobagens, eles não estão nem aí pra tudo isso. Tire tudo isso da cabeça, principalmente o vocábulo ainda - essa palavra horrorosa e abominável deve ser exterminada do seu dicionário para sempre, ela é um encosto no seu futuro e nas possibilidades de encontrar a felicidade com outro macho. Jogue a real com ele se quiser uma resposta objetiva e, se não tiver, página virada com o macho. Parta do princípio que, quando algum homem quiser um romance real e completo com você, você vai saber, porque eles não fazem questão de esconder quando estão completamente apaixonados.

A resposta do porque ele não quer você do jeito que você quer ser querida não é nada racional. Testes já comprovaram que, ao contrário das mulheres que conseguem racionalizar o porque se apaixonam por um homem, os homens não conseguem ser tão exatos assim para responder a pergunta. Pode fazer o teste, se estiver com algum macho pergunte: Por que você gosta de mim? Ele não vai saber responder. Enquanto você vai saber dizer: porque você é lindo, tem um tórax maravilhoso, olhos expressivos, é inteligente, simpático, animado, alegre, enfim…

Mas sabemos que os homens são, na essência, binários, como o computador que você usa. Isso não é preconceito, é fato. Para eles, ou é ou não é, e isso nada tem a ver com você, mas com o que se passa com o coração deles e na vontade ou não que ele tem de investir o “tempo de caça” elaborando estratagemas para te conquistar.

Teóricos e psicólogos costumam dizer que, quando um homem se apaixona, ele cai de joelhos mais rápido do que a mulher, remove mundos e fundos, retira do âmago do instinto masculino das cavernas a voracidade de caçar e conquistar a mulher amada, cada dia mais. Meninas, acreditem, isso é verdade. Não vou dar uma de cigana, dizendo que o homem apaixonado da sua vida está vindo aí, já que isso ninguém sabe. Mas quando ele estiver caído por você, você vai saber, sem precisar consultar oráculos ou se especializar em decifrar códigos. Não vão restar dúvidas, nem pedra sobre pedra! :)

Confie em você. E boa sorte!

Por Pepê 

Assunto: Bom conselho, coisas de mulherzinha

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Das mulheres e seu relacionamento com suas calcinhas

29 de Maio, 2007

O relacionamento das mulheres com sua roupa de baixo (ou lingerie se preferir) é muitas vezes um mistério para os homens. Para eles, a calcinha é um fetiche. Poucos conseguem perceber o quanto esta peça é importante no imaginário feminino. Então, sem querer tirar toooooodo o mistério (por que aí iria perder a graça), vou tentar esclarecer alguns pontos deste relacionamento.

As mulheres e suas calcinhas
Homem, você já viu uma gaveta de calcinhas. Sabe que normalmente temos váááárias, acompanhadas de vááááários sutiens. Algumas sexys, outras nem tanto. Algumas horrorosas. O que nos leva à primeira questão:

- Por que as mulheres usam aquelas calcinhas horrorosas mesmo sabendo que elas são super broxantes?
Comecemos definindo o que é calcinha horrorosa. Normalmente são umas enormes, beges, que apesar de muito práticas, não são nada sexys. E a primeira resposta vem daí mesmo, elas são práticas! E, acreditem ou não, nós não escolhemos nossas calcinhas sempre baseadas no que vocês vão achar… Calcinha grande é bom pra segurar a barriguinha quando a gente coloca um vestido. Calcinha de algodão cor da pele é confortável e bom para usar o dia inteiro. Pedimos desculpas se você já foi vítima de uma broxada por causa de uma calcinha assim, mas simplesmente não dá para usar lingerie sexy o tempo todo!

- E aquelas calcinhas com enchimento? Aquilo é propraganda enganosa!
Chiem o quanto quiserem. Eu até concordo que calcinha com enchimento é meio ridículo, mas todo mundo tem direito à sua opinião (e ao seu gosto…). Mas o fato é que muitas vezes as calcinhas tem um papel fundamental na nossa auto-estima. Bunda empinada ganha olhares e cantadas na rua. Calcinhas redutoras ajudam a manter nossas coxas na medida. Soutiens push-up deixam o decote mais bonito. E assim, mesmo com umas roupas de baixo meio doidas, quando nos olhamos no espelho nos sentimos ótimas! Propaganda enganosa? Vão catar coquinhos… Vocês tomam viagra para se sentirem poderosos, nós apelamos para a calcinha-bota-tudo-no-lugar.

- Quem foi que inventou a moda da calcinha engraçadinha?
Essa divide opiniões. Alguns gostam, entram no clima de brincadeira das calcinhas com carinhas, frases, bichinhos fofinhos… Outros acham totalmente broxante! É uma mulher ou uma criança que está usando aquilo? O fato é que a moda das calcinhas engraçadinhas pegou entre a mulherada. E como começou? Parece que foi por causa do Big Brother… Alguma big sister foi flagrada usando uma calcinha engraçadinha na casa e daí a mania pegou. Mas porque nós gostamos de usar calcinhas engraçadinhas? A resposta é simples: por que é divertido! Como eu já disse antes, o relacionamento das mulheres com sua roupa de baixo é muito mais profundo que os homens podem imaginar. Colocar uma calcinha engraçadinha é como dizer: “Eu posso brincar com minha sexualidade como quiser. Não preciso ser a sedutora sexy e nem a virgem santa. Eu sou o que eu quiser”. E se vocês não gostarem, problema de vocês!

- Vocês sempre combinam calcinha e soutien?
Existe uma lenda urbana, e como todo lenda urbana ninguém sabe como começou, de que se você sair combinadinha, nada vai rolar. Mas no dia que você escolhe aquele soutien preto com aquela linda calcinha branca de rendinha.. Ah! Nesse dia tudo pode acontecer! Supertições a parte, combinar ou não calcinha e soutien fica ao gosto do freguês. Existem peças que foram feitas para usar em conjunto, que são lindas e servem para deixar qualquer homem babando. Mas tem peças que funcionam muito bem separadas também. Não tem regra, tudo depende na nossa (má) intenção.

E a última e derradeira questão:
- Por que as mulheres lavam suas calcinhas no banho e as deixam penduradas no banheiro?
Essa questão é polêmica desde que a mulher das cavernas lavou seus panos íntimos e pendurou na porta da caverna… Verdade seja dita, esta não é uma prática unânime entre as mulheres, mas também é verdade que é bem difundida. E por algum motivo, que é incompreensível para nós mulheres, homens tem HORROR a ver calcinhas penduradas no banheiro para secar. Meninos, entendam uma coisa: é prático fazer isso. Ao invés de ficar juntando calcinhas para lavar na máquina de lavar, a gente já lava a que usou durante o banho mesmo… Aprendemos com nossas mães, que aprenderam com nossas avós, que aprenderam com nossas bisavós enquanto o bisavô ficava reclamando daquelas ceroulas molhadas penduradas no lavatório. Hoje em dia existe até detergente especial para se lavar as calcinhas durante o banho. Sim! Há até um nicho de mercado para isso! Então cheguemos num acordo: as calcinhas podem ser lavadas durante o banho, mas devem secar na área. Assim vocês ficam menos horrorizados? :

Então, cuecas de plantão, mantenham em mente que a calcinha é muito mais que uma peça de roupa no nosso armário. Ela tem um significado todo especial para a nossa feminilidade e sexualidade. Mas para manter as coisas simples, vocês podem continuar só se preocupando em tirá-las na hora certa! :)

por Charlote

Assunto: coisas de mulherzinha

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