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Viver no momento: um pouco de vã filosofia

4 de March, 2009

Um ensinamento budista diz que devemos viver no momento - isso significa não ficar remoendo acontecimentos passados e nem ficar se preocupando ou sonhando demais com o futuro. Temos que aproveitar o que temos hoje e agora.

Mas a verdade é que poucos de nós consegue esta façanha. Normalmente acordamos já pensando no trabalho, vamos para o trabalho já pensando nas atividades do final do dia e no final do dia já estamos pensando no dia seguinte. Este tipo de comportamento nos dá uma ilusão de controle. Se podemos pensar em como as coisas vão acontecer, talvez consigamos fazer com que ela aconteçam da forma que queremos.

E, claro, repetimos este tipo de comportamento em nossos relacionamentos. Conheçemos alguém já pensando se vai dar certo ou não, vamos ao primeiro encontro já pensando se haverão outros e por aí vai. E é por isso que estamos sempre a procura de sinais de que, aquilo que pensamos para o futuro, está certo.

Mas se o futuro é uma consequência direta do presente, por que passamos tanto tempo nos preocupando com o que vai acontecer ao invés de cuidar direito daquilo que está acontecendo? Por que se preocupar se ele vai ligar amanhã ao invés de aproveitar o momento do encontro?

Precisamos da ilusão do controle. Precisamos acreditar que somos de alguma forma capazes de controlar o futuro, as reações do outro ou o desfecho de uma história. Precisamos acreditar que existem sinais que vão nos dizer se algo vai dar certo ou não. Mas a verdade é que não existem.

Pânico total no mundo feminino! Como assim não existem sinais? Talvez eu esteja escrevendo aqui um ponto de vista muito filosófico sobre relacionamentos. Mas a verdade é que não importa o que façamos, não há jeito de controlar o que vai acontecer amanhã. Não estou falando em destino. Destino, acreditam alguns, é algo que está escrito. E o que estou querendo dizer é diferente disso.

Ainda segundo os ensinamentos budistas, a única coisa que você pode mudar, é você mesmo. Então, a forma como o outro vai reagir, como ele vai sentir ou como ele vai levar o relacionamento está totalmente fora do seu controle. Tudo o que está a sua volta, está fora do seu controle. A única coisa que você pode fazer é observar, reagir e aprender.

Mas deixa eu colocar os dois pés no chão, por que filosofia budista dá muita conversa, muito mais que este breve texto sobre relacionamento. Voltando a história do “viver no momento”: nossa vida não é nada mais que uma sucessão de pequenos momentos. Toda vez que perdemos um momento por que estamos pensando em outra coisa, perdemos um pedacinho da nossa própria vida. Ora, que sentido faz se preocupar se aquele cara é certo para você? Ou se o relacionamento vai durar? A sua preocupação não vai ajudar em nenhuma dessas duas questões. Então, concentre-se em aproveitar os momentos do relacionamento ao invés de ficar especulando sobre um futuro - que pode acontecer ou não!

Mas sejamos honestos, a ansiedade e a dificuldade de se manter no presente é um dos males do homem moderno. Portanto, apesar de simples, viver no momento, não é nada fácil. Mas não é impossível. Começe aos poucos, faça um esforço. Apague da sua mente os pensamentos que podem te levar para longe daquele momento. Olhe nos olhos do outro e pense que esta é a única coisa que importa agora. Ouça o que o outro tem a falar, sem ficar pensando no que você vai responder. Simplemente ouça. Se for beijar, abraçar, tocar, concentre-se naquele ato.

Pode ser que seu relacionamento dure 1 dia, um ano ou a vida toda. Mas garanto que os momentos que você vai lembrar, serão aqueles em que você se esforçou para estar presente por inteiro. E cada um destes momentos, vão valer por uma vida toda.

Por Iara

Assunto: Bom conselho

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Tome a pílula vermelha (ou sobre o medo de arriscar)

4 de March, 2009

No primeiro filme da trilogia Matrix uma das cenas mais marcantes está no início do filme, quando Morpheus oferece a Neo uma escolha: ele pode tomar uma pílula azul que o fará voltar para sua confortável vida e manterá tudo igual. Ou ele pode tomar uma pílula vermelha e decobrir um novo mundo. Neo escolheu a pílula vermelha. Sofreu muito, mas também encontrou amor verdadeiro, fez algo incrível de sua vida, tornou-se herói e salvou a humanidade.

Talvez você não seja tão geek quanto eu e não dê a mínima para a trilogia de Matrix. Mas pense bem e você vai se lembrar de algum filme que gosta, onde o personagem teve que escolher e aceitar riscos para conseguir ser seguir com sua vida e ser feliz. A grande maioria dos filmes tem situações assim. Isso por que escolhas e riscos fazem parte da nossa vida todo dia, nas pequenas coisas e nas coisas grandes, aquelas que realmente importam.

Todo dia, quando saímos de casa fazemos uma escolha e assumimos riscos. TSabemos que ao sair para rua podemos sofrer um acidente, pegar chuva, tropeçar numa pedra… Mas saímos mesmo assim. Sabemos que precisamos viver nossa vida e não podemos ficar em casa por medo de tropeçar a caminho do trabalho. Mas escolhas como essas são corriqueiras. E na maioria das vezes nem percebemos que as fazemos.

Mas e quando o risco é maior que um arranhão no joelho ou uma gripe? Nos filmes os finais felizes são quase mandatórios, mas sabemos que não é assim na vida real. E quando o risco é tomar um fora? Ou se magoar? Ou se apaixonar perdidamente? Ou ficar sozinha? Quando os riscos são esses, você toma a pílula azul ou a vermelha?

Medo de arriscar é um sentimento muito comum. Afinal de contas, a grande maioria de nós foi educado para gostar do estável, daquilo que nos dá segurança. Evitamos novidades e resistimos bravamente a mudanças. O que a maioria de nós esquece, é que a novidade e a mudança trazem uma importante possibilidade: crescer.

Lembre-se de quando você era criança. Toda vez que você tentava algo novo, aprendia uma lição e crescia mais um pouco. As vezes você ficava triste, as vezes feliz, mas em todas as vezes amadurecia um pouco mais. E quem disse que esse processo acaba na vida adulta? Ele fica mais devagar, afinal já conhecemos a maioria das lições básicas, mas com certeza ainda temos muito a aprender. E quem não está constantemente aprendendo algo novo, está envelhecendo mais rápido.

Toda vez que você sentir medo de arriscar, pergunte-se duas coisas:
1. Por que estou com medo?
2. Qual a pior coisa que pode acontecer se eu tentar?

É importante entender por que o medo de arriscar se manifestou. Autoconhecimento é muito importante aqui. Medo de ligar pra um cara? Medo de iniciar um relacionamento? Medo de terminar um relacionamento? Por que? Você tem seus motivos, é claro. Mas tente entender se eles são válidos. Se você tem dúvidas, pense um pouco mais a respeiro. O medo é uma ferramenta evolutiva e tem como papel evitar que nos metamos em situações perigosas, que realmente possam nos machucar (física ou psicologicamente). Mas se esse medo é só uma resistência a algo novo na sua vida, atenção! Encare ele de frente e diga: “vou tentar!”

A segunda pergunta diz respeito às consequências. Ora, qual a pior coisa que pode acontecer se você ligar para ele? Tomar um fora? Qualquer mulher de respeito dá a volta por cima disso com uma boa manicure e uma escova maravilhosa. Muitas vezes as consequências de fazer algo novo é simplesmente: aprender algo novo! E crescer! E quem sabe, conquistar um pouco mais de felicidade.

E nas vezes em que você arriscar e o resultado não for legal, corra para o colo das amigas, chore, tome sorvete, troque a cor do cabelo. Mas no dia seguinte, sacuda a poeira e tente algo novo de novo. Você pode espernear, reclamar, mas a verdade é que a única coisa constante em nossas vidas é a mudança. Seus amigos vão mudar, sua família vai mudar, sua cidade vai mudar. E você vai ficar aí com medo de arriscar algo novo? Tome a pílula vermelha, menina! Garanto que no final, você vai olhar para trás e dizer: que bom que eu tentei!

por Charlotte

Assunto: Bom conselho

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