Casa, separa, casa, separa.
19 de Novembro, 2007
Hoje fiquei sabendo de mais um casamento que foi para as cucuias. É a sétima separação que fico sabendo nesse ano. Esse foi um casamento com linda festa e alguns anos de união, que acabaram na tristeza da separação e na sensação do sonho ter virado pesadelo. Comecei a pensar no que é casamento para mim e, estando casada, é um pouco mais tranqüilo dissertar sobre. Coincidentemente, recebi por e-mail um artigo do Stephen Kanitz , administrador e articulista que sempre escreve sobre casamento. Não deixo de sentir uma tristeza profundÃssima ao ouvir - Estou me separando - e sempre tenho vontade de puxar a pessoa, dar um chacoalhão e dizer: - Ainda não! Tenta de novo! - Mas é que nem todo mundo quando se casa estabelece um pacto de verdade. Um pacto contratual não só no papel, não só na igreja, mas de ideais sobre o futuro. Esse pacto é no fundo como se você dissesse: Olha só, você é uma pessoa que eu admiro demais, nossos valores são os mesmos, você parece me amar também muito e eu me cansei dessa vida de meu deus. Por isso, eu prometo que estarei com você, em todos os momentos, te apoiando e te amando e espero o mesmo de você. E pode confiar em mim, não vou deixar que a nossa relação fique frágil ou se desestabilize. E espero o mesmo de você. Eu sei que vou encontrar pela vida inúmeros caras interessantes e bacanas mas, mesmo assim, meu compromisso é com você, e para que ele continue se mantendo forte, não poderei vacilar, caso contrário nossa confiança não será mais a mesma. E espero também isso de você. E ponto. Esse é o contrato. E é preciso que se estabeleça esse nÃvel de compromisso desde o inÃcio, entre ambos, se seu sonho é ter vida longa no relacionamento com alguém e vida longa, lê-se, para sempre. O que acontece é que, se alguma parte do contrato falha ou não se cumpre, é muito mais difÃcil recomeçar. Daà então um novo pacto deve se firmar. Mas, como alguém provavelmente já saiu machucado, a primeira reação é abandonar o barco e querer começar de novo, sozinho ou com outra pessoa. E, lá no fundo do machucado, existe a sensação que já não há porque sustentar um contrato de casamento que tinha lá atrás como objetivo resumido o amor incondicional. As condições apareceram e, a partir delas, as insatisfações. É por isso que os casamentos acabam. Por isso eu diria que, antes de acabar com um casamento, vale rever o dia em que resolveu firmar esse “contrato” com a pessoa amada, ainda que não no papel mas espiritual, já que foi alguém que você escolheu na vida, ao contrário dos nossos filhos e nossos pais que amamos incondicionalmente porque aprendemos assim desde o começo. Esse foi alguém que você resolveu colocar na sua vida e quis amar desde o inÃcio. E, para que dure, assim como o amor de pais e filhos, você deve amar esse alguém sobre todas as coisas e incondicionalmente, sempre, e vice-versa, como reza o pacto.
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Por PepêÂ
Lindo! Lindo e verdadeiro mesmo!!!!
Como casada que sou, assino em baixo!!!!
Eu nunca achei que me separaria - Se achasse, não teria me casado! Mas depois de 7 anos de casamento e dois filhos, me separei. Foi duro encarar que fiz a escolha errada, que falhei. Fiquei triste e deprê por isso e pelos meus filhos, mas tenho certeza de que fiz o certo pra mim. Acredito que minha casa é muito mais feliz hoje em dia e que os meninos vão aprender a ter uma famÃlia que mora em casas diferentes. Claro que quero casar de novo! Agora sei o que não devo fazer e identificar os caminhos errados. Já repararam como o segundo casamento geralmente é mais feliz que o primeiro?