Arquivo para o mês: Junho, 2007

Karma

28 de Junho, 2007

Pepê e Claire já escreveram seus posts com “a trip down memory lane” (adoooro essa expressão! :) ). E como isso parecece ser terapêutico, estou carimbando meu passaporte agora e me juntando a elas nessa viagem. :)

Acho que fui o primeiro amor dele. Sei que ele foi o meu. Mas só de uma coisa eu tenho certeza, sou feliz por ter este karma na minha vida.

Conheci Karma ainda nova, pirralha. Foi paixão à primeira vista. Nos avistamos rápido e nos conhecemos (e reconhecemos) mais rápido ainda. Um desconhecido num dia era a minha compania preferida no outro. O primeiro beijo demorou. Afinal, éramos os dois pirralhos. Tivemos vários treinos antes com beijinhos de despedida que escorregavam da bocheca pro cantinho da boca… Mas quando rolou, foi bem gostoso. Lembro dos detalhes até hoje.

Karma quis me namorar. Eu também queria. Mas o meu destino tem essa tendência à um humor meio macabro e eu simplemente não entendi quando Karma me pediu pra namorar. Claro que isso gerou uma confusão. Karma achava que era meu namorado e eu achava que Karma era um ficante. Nosso começo de caso terminou assim, rápido, sem eu nem entender direito o que tinha acontecido. Mas não sem direito à uma cena digna de cinema, comigo voltando correndo para Karma e tascando-lhe um beijo de despedida. Começou assim o meu caso mal-resolvido.

Karma arrumou uma namorada (essa sabia que era namorada dele). Eu segui minha vida. Mas nunca deixamos de nos encontrar, nos falar, nos gostar. Virei uma pessoa especial na vida do Karma e Karma na minha. Trocavamos cartas, telefonemas constantes e de vez em quando arriscavamos dizer um pouco do que ainda sentíamos.

Mas o tempo foi passando e eu também arrumei um namorado. Muita coisa na minha vida mudou, mas Karma sempre foi uma constante. Anos se passaram até que nós estivessemos no mesmo momento emocional. Terminei com meu namorado e fiquei com Karma. Mas mais uma vez não éramos namorados, éramos um caso. Um caso que foi muito bom enquanto durou, mas a verdade é que durou pouco. Eu fui aproveitar a minha recém-adquirida solteirice e Karma também partiu pra outros lados.

Mas mesmo assim continuavamos sendo NÓS - um NÓS que nunca foi um casal mas que era de um jeito só nosso. Karma teve muitas mulheres, mas tenho certeza de que nenhuma como eu. O inverso também é verdadeiro (apesar do meu número ser bem menos expressivo…). Karma tinha ciúmes quando me via com outro e eu mal conseguia olhar quando Karma estava com outra.

Mais primaveras, outonos e verões se passaram. Karma arrumou uma nova namorada, desta vez bem séria. Mas neste época voltamos a ser casinho. Encontravamo-nos sempre durante a semana, a namorada Karma só via no finde. Eu era “a outra”, mas pra mim isso nunca teve uma conotação ruim. A namorada é que chegou no meio da nossa história. E essa situação foi ótima durante um bom tempo. Mas como não podia ser diferente conosco, eu arrumei um namorado. E ao contrário de Karma, eu não conseguia (e não queria) gerenciar a situação de manter as duas histórias. Karma foi posto de lado novamente. Sei que Karma não se importou com isso. Não que Karma não gostasse de mim, mas à essa altura NÒS dois já entendiamos a essência da nossa história. E de qualquer modo, sempre mantivemos a nossa (maravilhosa) amizade.

Num breve período em que fiquei separada do namorado, saímos uma vez. Mas eu tinha amadurecido e aquela história de “outra” já não se encaixava mais na minha vida. Disse isso pra Karma com sinceridade, Karma entendeu e foi alí o nosso último beijo.

E embora nossos corpos estejam separados já faz tempo, nossas mentes e almas continuam unidas. Não perdemos contato, apesar dele ter ficado mais raro. Penso em Karma de vez em quando e sei que Karma também pensa em mim.

Eu não acredito em almas gêmeas e também não acho que haja apenas um parceiro ideal para cada pessoa nessa vida. Portanto, eu achei o meu parceiro e Karma achou a parceira dele. Hoje, já mais madura, não penso nessa história como um caso mal-resolvido. Na verdade, ainda não sei muito bem dizer o que é nossa história. Eu sou feliz com a minha vida. Karma é feliz com a dele. Não há mágoas ou arrependimentos. Mas me pergunto se nos encontraremos em algum momento no futuro. Ou será que tudo isso foi só uma história de adolescência? São apenas perguntas, nada mais. Só o tempo poderá respondê-las.

Others trips down memory lane:
Não tem explicação por Claire
Casinho passado é casinho relembrado por Pepê

por Thaty Azul

Assunto: Memory Lane, Nosso louco amor

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Mas por que ele não me quer?

26 de Junho, 2007

Você é cheirosa, limpinha, depilada, deu um talento no visual depois que conheceu seu casinho atual, até emagreceu alguns quilos, é super fofucha com os problemas dele, dá conselhos, é compreensiva com horários, aceita o futebol, amigos e tudo o mais, no sexo dá tudo de si, faz jantarzinhos, surpreende com lingeries e presentes, liga sempre pra conversar, quando sai com ele é toda amores e mesmo assim ele não te quer, digamos, full-time como namorada, do jeito que você quer. Ué, por que será?

A pergunta é difícil, a resposta mais ainda, mas a verdade é que nós mulheres modernas costumamos achar que precisamos fazer algo para os casinhos se apaixonarem perdidamente por nós, ou pior, que a solução deve estar em nós. Caímos também no infortúnio esperançoso de achar que um dia vamos acordar de manhã e, num passe de mágica, o homem amado estará de joelhos como um verme rastejante aos seus pés, afinal, depois de longo e tenebroso purgatório - seu! - ele se deu conta de como você é fantástica. Se você pensa assim, é bom relaxar e chamar umas amigas para um papo calcinha, porque a verdade é que ele dificilmente vai se apaixonar por você ter feito algo. Use essa lógica para fazer supermercado - a partir de uma lista x de necessidades você sairá do supermercado com a geladeira cheia. Ou para o trabalho: a partir da lista x de requerimentoso seu projeto ficará pronto mais rápido. Mas com homens essa não funciona… e vamos aos porquês, ou às tentativas de.

Há quem diga que “Homem não gosta de mulher babona que faz tudo o que ele quer” e que “Você tem que pisar para ele te adorar”. Essas máximas populares são quase verdades. Exemplos mostram que homens adoram mulheres babonas e pegajosas sim, mas quando estão apaixonados. E sobre pisar neles, em geral, homens descobrem o amor a partir da essência do instinto masculino, ou seja, exercitando as estratégias de caça e reconhecendo que devem suar por ela, no caso, por você. Sim minha amiga, volte à época das cavernas e assista um pouco de Animal Planet que você irá entender: os machos precisam se sentir caçadores em disputa e considerarem você como um tesouro a ser conquistado e cuidado - o que de verdade você é!! Se for fofucha de mão beijada sempre, sem ele ter feito o mínimo esforço, ele não te achará preconceituosamente uma mulher fácil, nada disso, mas não vai entender você como alguém que deve ser cuidada, louvável de seu suor e ele terá dificuldade de vislumbrar estratégias para conquistar você. A descoberta de que você é um tesouro tem que sempre ser dele, como se encontrasse, no meio do deserto, um oásis de água cristalina e fresquinha. Por isso, se o macho gostou de você, baixe a guarda, e deixe-o trabalhar. Você já faz demais em existir, linda e soberana. E até que é melhor descansar nesse assunto, não? A gente já trabalha tanto.. Relaxe, depois que começarem a namorar, vocês terão tempo de sobra para exercitarem a troca. :)

Isso não quer dizer que, se estiver com um macho desprendido como casinho atual, é só você começar a cagar baldes que ele virá correndo atrás de você com um tacape pré-histórico; mas geralmente eles se aproximam um pouquinho mais depois de umas bordoadas. Já percebeu? Ainda assim, são raros os casos onde o homem que no começo da relação não se mostra muito empolgado e de repente se vê completamente apaixonado. Geralmente, a paixão surge logo no começo e não demoram em demonstrarem quando encontraram “a caça ideal”. Por isso, se estiver vivendo um cansativo lenga-lenga e vir que ele está se aproximando após algumas bordoadas o sinal é bom para o ego, mas na dúvida não se empolgue muito nem ache que o jogo está ganho. Racionalize: ele deve estar querendo alguma coisa e não necessariamente está apaixonado por você. E não vale se auto-sabotar, achando que você ainda está por fazer algo para que ele se derreta por você. Alguns exemplos dessas auto-pegadinhas, nas muitas ciladas que nos arrumamos:
•    Ele não me quer ainda porque sou muito fácil e disponível.
•    Ele não me quer ainda porque acabou faz pouco tempo com a ex.
•    Ele não me quer ainda porque ainda estou gorda - embora tenha emagrecido 10 quilos e esteja magérrima.
•    Ele não me quer ainda porque minhas amigas são estranhas.
•    Ele não me quer ainda porque está traumatizado.
•    Ele não me quer ainda porque lembro a ex.

E por aí vai. Bobagens, eles não estão nem aí pra tudo isso. Tire tudo isso da cabeça, principalmente o vocábulo ainda - essa palavra horrorosa e abominável deve ser exterminada do seu dicionário para sempre, ela é um encosto no seu futuro e nas possibilidades de encontrar a felicidade com outro macho. Jogue a real com ele se quiser uma resposta objetiva e, se não tiver, página virada com o macho. Parta do princípio que, quando algum homem quiser um romance real e completo com você, você vai saber, porque eles não fazem questão de esconder quando estão completamente apaixonados.

A resposta do porque ele não quer você do jeito que você quer ser querida não é nada racional. Testes já comprovaram que, ao contrário das mulheres que conseguem racionalizar o porque se apaixonam por um homem, os homens não conseguem ser tão exatos assim para responder a pergunta. Pode fazer o teste, se estiver com algum macho pergunte: Por que você gosta de mim? Ele não vai saber responder. Enquanto você vai saber dizer: porque você é lindo, tem um tórax maravilhoso, olhos expressivos, é inteligente, simpático, animado, alegre, enfim…

Mas sabemos que os homens são, na essência, binários, como o computador que você usa. Isso não é preconceito, é fato. Para eles, ou é ou não é, e isso nada tem a ver com você, mas com o que se passa com o coração deles e na vontade ou não que ele tem de investir o “tempo de caça” elaborando estratagemas para te conquistar.

Teóricos e psicólogos costumam dizer que, quando um homem se apaixona, ele cai de joelhos mais rápido do que a mulher, remove mundos e fundos, retira do âmago do instinto masculino das cavernas a voracidade de caçar e conquistar a mulher amada, cada dia mais. Meninas, acreditem, isso é verdade. Não vou dar uma de cigana, dizendo que o homem apaixonado da sua vida está vindo aí, já que isso ninguém sabe. Mas quando ele estiver caído por você, você vai saber, sem precisar consultar oráculos ou se especializar em decifrar códigos. Não vão restar dúvidas, nem pedra sobre pedra! :)

Confie em você. E boa sorte!

Por Pepê 

Assunto: Bom conselho, coisas de mulherzinha

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Homem gosta de homem

25 de Junho, 2007

Batata: é só a gente começar a sair com alguém que os adormecidos ressurgem. Eles sentem o cheiro do outro? Eles ouvem a voz do outro? Eles vêem e querem o carro do outro? Eles torcem pro mesmo time? Eles malham na mesma academia? Eles compram nas mesmas lojas?  Eles  vivem se esbarrando? Não! A gente é que vibra diferente! A gente fica mais feliz, se arruma mais, presta atenção na cor das unhas, na maquiagem básica, na calça jeans perfeita, no sorriso matador. Estar com um homem querido, gostoso, atencioso nos faz reluzentes! E esse brilho todo chama a atenção das outras pessoas. Homens e mulheres. Mas o que a gente mais gosta mesmo é quando aqueles manés que um dia nos deixaram falando sozinhas também percebem esse brilho novo e lembram que a gente existe e como somos sensuais, gostosas, carinhosas, divertidas, interessantes. E aí os manés ligam com desculpas esfarrapadas pra no final do telefonema surgir um convite pra jantar (ué, cadê a namorada nova?). Ou ficam rodeando com olhares 43 e puxando uma conversinha bem da besta e, de repente, você repara que já almoçou com ele 3 vezes essa semana (ué, mas e as calls da hora do almoço?).

Outro dia me disseram que, pra não correr o risco de ficar na mão, é bom sempre ter dois. Tô na dúvida se acho isso ainda muito moderno ou se me entrego à experimentação. Dureza é ficar na mão… e experimentar, teoricamente, não faz mal algum. Ponto pra segunda opção. Mas o que eu queria mesmo era ser a preferida do meu preferido. Isso sim faz bem pra pele!

Por Delícia

Assunto: Girl Power

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Não tem explicação

22 de Junho, 2007

Os dois se conheceram ainda na faculdade. Sem querer, se conheceram e se olharam. Não se viram mais. Ele conseguiu seu telefone, ela não entendeu como. Conversaram, riram, se encontraram. Conversaram mais, riram mais, se beijaram. E saíram de novo.

Ele a procurava, ligava, encontrava. Ela se apaixonou. Logo, descobriu que havia uma namorada, e não era ela. Ele não negou. E nada prometeu. Ela jurou não vê-lo mais.

Ele procurou, ligou, pediu. Nada prometia, mas queria vê-la novamente. Ela cedeu. Continuava apaixonada. Ele ligava diariamente, era atencioso, carinhoso, até presente de dia dos namorados ela ganhou. Dirigia kilômetros só para vê-la. Mas nada prometia. Diariamente, ela prometia a si mesma que ia acabar com tudo. Acabou por entregar-lhe sua virgindade.

Ela, inundada da mais jovem ingenuidade, sonhava com o dia em que ele lhe diria que o namoro havia terminado, e que a namorada agora era ela. Ele quis casar-se. Convidou-a para um almoço – queria que ela soubesse por ele, e não por outros, que estava noivo. Ela nunca desejou tanto tacar um prato de macarrão na cara de alguém. Controlou-se, mas não devia.

Ela sentiu raiva, muita raiva. Logo depois, apaixonou-se perdidamente por outro. Que também apaixonou-se por ela. Ela estava feliz, esqueceu a raiva. Ele ia casar. Voltou a procurá-la, mas para conversar. Viam-se ocasionalmente, e entre um almoço e outro, ficaram amigos. As conversas eram boas, o riso solto, a companhia agradável. Não havia dúvidas de que se identificavam.

Ele casou. Ela estava cada vez mais apaixonada pelo outro. E feliz. Um dia, ele quis mais que uma simples conversa. Ela estremeceu. Havia um magnetismo, o tesão era grande. Ela negou, estava amando e isso era o que mais importava.

Continuaram amigos, mas falavam-se muito eventualmente. Ele casado, ela morando com o outro. Os dois felizes.

Um dia, ela achou que ele chegou bem diferente do seu jeito de sempre chegar. Talvez ela já não estivesse mais tão feliz. Era só um almoço entre amigos. Acabou entre beijos, frio na barriga e tremor nas pernas. Apaixonaram-se. Novamente. Ela não sabia o que fazer. Tentou resistir, mas cedeu. Arrependeu-se. Não queria magoar seu amado. Mas definitivamente já não estava mais tão feliz.
E mais uma vez, os dois se falavam frequentemente. Ela queria (e jurou) que fosse só amigos. Mas era difícil resistir:  o magnestimo era inexplicável. Ela já não sonhava nem queria mais que ele fosse só dela. Ela amava o outro.

Por motivos outros, ela separou-se. Ele a consolou, foi seu amigo. Conversaram, desabafaram, transaram, gozaram. Eram cúmplices, amantes, amigos. Alternavam momentos de amizade e carinho com paixão e ciúmes. Era intenso. Disseram que, em outras circunstâncias, poderiam casar-se. Ele era o homem ideal para ela, não fosse casado e tão canalha. Ela era simplesmente ideal, mas não foi a primeira. Confiavam um ao outro seus segredos, e ainda tentavam ser somente amigos. Ela seguia sua vida, mudava uma penca de coisas, procurava um novo amor. Ele seguia casado, amando sua esposa, constituindo família.

Um belo dia, ele traiu sua confiança de amante-amiga. Ela sentiu-se como qualquer uma das outras com quem, ela sabia, ele se deitava. Ela o odiou. Nunca havia se decepcionado tanto. Ligou, gritou, xingou, apagou seus contatos, lhe desejou o pior e mais uma vez jurou nunca mais sequer falar com ele.

Ele disse não entender o ocorrido, sentiu-se injustiçado. Depois desculpou-se. E desculpou-se novamente. Declarou-se. Disse que a amava, e que tudo não poderia terminar assim. Não queria que ela o odiasse. Ela manteve-se dura, a decepção era grande demais, o ódio estava lá. E ele se desculpava. Admitiu seu erro. O ódio dela transformou-se em raiva. Anos se passaram, e a raiva também.
Eles voltaram a se falar. Virtualmente. A identificação persiste, e eles riem de novo. Revêem o passado, e não tem dúvidas que a relação é especial. Ela confessa que nunca mais será a mesma coisa, mas redescobre que o ama. Mais uma vez, concordam que devem ser só amigos, e que o grande erro foi misturar tesão, sexo e paixão com uma amizade tão bonita e cheia de carinho. Melhor não se encontrarem.
Nos 11 anos que se passaram, ele já despertou nela todos os sentimentos que uma mulher pode sentir. E vice-versa. Talvez eles consigam ser amigos. Talvez não. Talvez se odeiem e se apaixonem novamente. Certamente jamais ficarão juntos.

Há quem não acredite que essa relação é especial. Eu simplesmente acredito que há coisas que não tem explicação, e que é possível amar por caminhos tortos. E vejo os dois, velhinhos com seus outros amores, relembrando cheios de carinho sua história. E desejando que seus filhos e netos tenham, além de seus amores, alguém na vida com quem possam compartilhar uma relação assim tão complicada, mas ao mesmo tempo deliciosa.

Por Claire

Assunto: Memory Lane, Nosso louco amor

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Diálogos Tepeemísticos II

20 de Junho, 2007

De cama num domingo:
- Você não pode ficar sem comer.. Tem que almoçar…
- Não quero levantar, meu corpo tá doendo e meus pés tão frios…
- ´Tá bom. O que você quer comer?
- Massa (de um jeito tão manhoso que ele entendeu errado…)

Me volta ele com uma salada:
- Por que você fez salada pra mim?
- Você disse que queria salada!
- Não.. eu queria massa…
- Ah, come a saladinha que eu fiz pra você.. ´Tá gostosa…
- Nããããão quero…
- ´Tá bom, deixa que eu como..
- ´Tá bom, me dá
- ´Tá boa?
- ´Tá sem sal…
- ´Tá bom, vou buscar o sal…

Agora, comendo a salada:
- Você usou toda a rúcula na salada?
- Usei…
- Mas a rúcula era pra fazer pizza…
- Mas não tem queijo pra fazer pizza.
- Você podia comprar queijo…

Colocando a salada de lado:
- Não quer mais?
- Não.. tem muita rúcula.
- ´Tá bom, deixa que eu como o resto.
- Rúcula é muito forte, você colocou muita.

- Vou no postinho comer alguma coisa. Você quer que te traga alguma coisa?
- Não.
- Vou te trazer pão de queijo, tá? Aquele grande..
- ´Tá bom.

Ele voltou com o pão de queijo e depois sentou na sala pra jogar no celular:

- Amooooorrrr… Quero compania!
- Tá bom.
(Ele deitou do meu lado)
- Tô dodói…
- Eu sei.

- Você não cuida de mim…
- Eu fiz salada pra você!
- É.. mas eu queria massa… Você colocou um monte de rúcula com cenoura e cebola…

- Tô dodói…
- Eu sei.
- Quero chocolate…
- Eu acabei de votar do postinho!
- Eu sei.. Eu quero chocolate, biscoito…
- Eu acabei de voltar…
- Eu tô dodói.. Quero chocolate, biscoito, sorvete e morango com leite!
- ´Tá bom, deixa eu terminar de jogar…
- aaaannnhhhhh (miado manhoso)

- Deixa eu jogar o joguinho?
- Peraí, vou bater o recorde…
- Quero jogar joguinho…
- Tá, peraí.
- Quero chocolate…
- Já vou…

O joguinho acabou, ele quase bateu o recorde. Depois foi comprar minhas guloseimas e me deixou jogando o joguinho na cama. Amor, você é um anjo!!!

Por Charlote

Assunto: Diálogos Tepeemísticos

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Aprendendo a ser a caça

18 de Junho, 2007

Num momento em que a vida se mostra de frente, cheia de possibilidades inesperadas, responsabilidades solitárias, buracos bem escuros, sorrisos abertos, carrancas, dúvidas, dívidas, surpresas, frios na barriga, noites em claro, risadas escandalosas, elogios, me volto pra o que realmente me faz feliz. Descobrir o que realmente me faz feliz. Deixo um pouco o shopping de lado pra encarar o simples da vida. Brincar com filhos, ver o mar bem quietinha, tomar cervejinhas, dar boas risadas, ficar muito bem acompanhada. Rir de coisas bobas, encarar o desconhecido, querer mais. Reconhecer meu ritmo e conhecer o ritmo do outro. Entender o querer do outro. Respeitar seu tempo. Saber trocar e não mandar. Pra mim, coisas bem complicadas, mas absolutamente necessárias pra uma relação feliz, profunda, cúmplice. Já experimentei o contrário e sei que não funciona. Na fase do respeito ao tempo, me seguro alucinadamente pra não ligar, mandar mensagens, viver um dia depois do outro. Tudo muito lento e pensado pro meu ritmo, mas vamos nessa. Muita terapia! Aliás, a revista Vida Simples deste mês traz uma matéria ótima sobre Terapia em foco: “Quando percebemos que não conseguimos mais lidar com nossas dificuldades e que precisamos de ajuda, a saída pode estar na terapia, um caminho surpreendente de autodescoberta”. Recomendo ambas - a revista e a terapia.

Por Delícia.

Assunto: Vida nova

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Casinho passado é casinho relembrado

17 de Junho, 2007

Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo reeeeeiiii…
O bom dos casinhos passados é que, quando o tempo passa, você acaba se lembrando deles com ternura e desprendimento, mesmo que tenha sofrido um pouco ou bastante enquanto vivia o casinho.

Uma vez conheci um casinho muito inteligente, engraçado, gente boa e boêmio como eu, e a história até que durou, dadas as proporções que o esquema casinho circuito-mambembe-forasteiro oferece: muitas idas e vindas, dias juntos e dias separados, noites varadas alternando as casas, ligações no meio da madrugada, tudo isso regado a bebida, sem ninguém falar de compromisso e sem querer se apegar muito.

O começo foi bacana! O primeiro beijo numa praia, um céu maravilhoso com direito a filosofias existencialistas à beira-mar. Tempos depois, voltamos a nos ver na cidade sem muito porquê, acabavam acontecendo afinidades e mesmo sem ficarmos amigos, sem dizer verdades e sem ser tão sincero, havia a vontade de passar o tempo junto, sempre respeitando o esquema casinho circuito-mambembe-forasteiro. Acontece que o dito tinha e não tinha uma namorada, era algo difícil de se entender - e nem sei se eu queria muito entender.

Mas com o passar do tempo comecei a gostar do casinho, e queria era ficar com ele, era realmente adorável: conversa, caminhadas, música, sexo, e cheiro - ele tinha um cheiro próprio sem artifícios muito bom!

O casinho não me quis, então parti meu coração e sofri. Eu queria ir um pouco além do que tinha, mesmo sem saber o que queria. Acho que queria um namorado mesmo, usar a nomenclatura, ter a companhia permanente e tudo o mais. Não queria mais ser meio alguém na casa de outro, não tinha mais paciência para emoções flutuantes, não gostava da idéia da namorada fantasma.

Dispensei o casinho, com rancor de não querer nem ser amigo, já que não entendia como podia surgir uma amizade de algo que nunca foi uma amizade. Mandei um e-mail longo fechando a porta com ele, dizendo tudo o que sentia e estava pronta para viver novas emoções.

Também disse que não havia como surgir uma amizade feita em cima do nada, que o que tinhamos nunca tinha sido uma história completa, era sempre tudo pela metade, e não havíamos nos conhecido através de uma amizade, queria só distância. Ainda fechei o e-mail dizendo que, se ele quisesse minha amizade, que batalhasse por ela, porque ele nunca fazia mesmo muita força e questão de saber como eu estava, o que ocorria na minha vida, minhas histórias e problemas… E isso era verdade! Quando cai a ficha é um sofrimento… Acho que mandei bem.

Muito tempo depois, naturalmente, ele me procurou algumas vezes para conversarmos sobre as afinidades que haviam ficado, gostos e informações, com iniciativa de um casinho do passado que quer se tornar amigo. Hoje vejo que, no final das contas, acho que tivemos, ao nosso modo, uma história completa sim, e não sei que tipo de outra história poderia ter sido. Foi única e singular como toda boa história de um casinho, com começo, meio e fim e ainda com requintes de noites varadas em circuito-mambembe-forasteiro. Somos amigos ao nosso modo e, sim, penso nele com ternura.

Por isso se você vive hoje um casinho circuito-mamembe-forasteiro e não sabe muito onde isso vai dar, compre uma mochila e carregue bem a necessaire. Não pense, viva! Até onde estiver a fim. No final de tudo, vocês vão ter tido uma história e tanto, seja lá como for, única e memorável.

Por Pepê

Assunto: Memory Lane, Nosso louco amor

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Massaroca de sonhos e sentimentos

14 de Junho, 2007

Depois de muito procurar, você finalmente achou a pessoa perfeita para amar. E para a sua sorte, essa pessoa pensa o mesmo de você. O próximo passo natural é juntar as escovas de dente e passar o resto da vida celebrando este amor. Felizes para sempre, certo? Errado. Dividir o seu espaço com outra pessoa não é nada fácil. Implica em escolhas e concessões. Dividir o espaço na pia, escolher o programa no final de semana, decorar a casa… Tudo isso gera uma dinâmica de forças dentro do relacionamento que precisa de equilíbrio. A vontade de um fala mais alto numa hora, só para sucumbir aos desejos do outro depois. Mas concordar em ver “Velozes e Furiosos” para depois tê-lo como companhia no Ballet do Municipal é até fácil.  O que acontece quando as concessões começam a ficar mais complicadas?

Em que cidade morar? Abandonar a carreira para ter filhos? Como educar os filhos? Quanto mais tempo você passa num relacionamento, mais provável é que você se depare com essas escolhas (muito) mais difíceis. A dinâmica de forças continua lá, só que o equilíbrio fica mais difícil de atingir. Grandes concessões implicam grandes responsabilidades. Quanto mais você abre mão de coisas na sua vida, mais intenso o relacionamento fica (para o bem e para o mal). A pergunta fundamental aqui é: onde fica o limite? Quando uma concessão é grande demais?

A resposta é simples: o limite é você mesmo. Complicado é entender o que isso quer dizer. Temos uma tendência (principalmente nós mulheres) a ficarmos cegos quando amamos. Cegos para tudo e até para nós mesmos. Acabamos fazendo escolhas que colocam o relacionamento em primeiro plano e nós mesmos em segundo. “Mas isso não é legal?” – perguntariam alguns. Eu diria que algumas vezes isso é até necessário, mas que é mais provável que este tipo de escolha venha a minar o seu relacionamento ao invés de fortalecê-lo.

É o velho ditado da mamãe: “ame você mesmo antes de amar alguém”. Mesmo que não percebamos, abrir mão de determinadas coisas gera frustração, frustração gera raiva que costuma causar conflitos no relacionamento. Muitas concessões inconseqüentes podem gerar muita frustração, muita raiva e por isso muitos conflitos. Mas e que “determinadas coisas” são essas? Bom, é aí que entra a parte mais difícil: só você pode saber.

Muitas vezes o que pode parecer uma decisão difícil como morar em cidades diferentes, adiar ou adiantar filhos, viagens ou planos de carreira é na verdade o único caminho a se seguir. Por que é o caminho que mantém a integridade da massaroca de sonhos e sentimentos que somos nós. Pode ser que percamos algumas coisas nesse caminho, mas sempre teremos muito mais a ganhar.

Mas e o outro? E o amor? E o relacionamento? Bom, o outro ama você, certo? Ele ama você, a massaroca de sonhos e sentimentos. Sendo fiel à você mesmo, o outro vai continuar te amando. A dinâmica de forças do relacionamento vai achar um equilíbrio, uma forma de manter o relacionamento vivo sem corromper a integridade de cada parte do casal. Para mim, esta é a grande dádiva do amor.

por Charlote 

Assunto: Bom conselho

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Recomeçando

12 de Junho, 2007

Depois do meu divórcio, eu passei uns bons anos de galho em galho, cruzando com os seres mais bisonhos desta terra, levando pés-na-bunda dignos de cinema e fugindo de tantos outros.

Sabe, nós somos muito humildes na hora de pedir um homem, fazemos muitas concessões já que o sonho do príncipe encantado já não existe há muito tempo mas isso não está correto e foi em um delicioso papo-calcinha que eu aprendi isso:

´Tá tudo errado, assim vai continuar aparecendo estes loucos na sua vida, você está pedindo errado. Você tem que pedir exatamente tudinho o que você quer: lindo, legal, que adore as amigas, limpinho, sem bafo, bom de papo, trabalhador, cavalheiro, que queira casar e ter filhos e o mais  importante de tudo, bom de cama! (pede três vezes isso)

E olha que vem! Demorou mas veio exatamente como eu pedi sem mais nem menos.

Valeu Tati!

Por Peach

Assunto: Bom conselho

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Dia dos Namorados para todas!

11 de Junho, 2007

Dia dos Namorados taí. Casada, solteira, namorando ou tico-tico no fubá, não tem como ignorar. ´Tá no jornal, na TV, no cinema, em tudo que é lugar. Quem tem acompanhante para este dia, costuma ficar muito feliz, trocar presentinhos, beijinhos, abraçinhos e outras coisinhas mais… Já quem está desacompanhada, quer mais é que este dia passe logo. Mas como a Laís bem lembrou, Dia dos Namorados é essencialmente um dia para se ser feliz, independente do seu estado civil (ou emocional). Então, mulheres do meu Brasil, vamos deixar bem claro alguns pontos importantes:

  • Homem não traz felicidade. É… é assim como dinheiro. O que importa é o que este homem faz e o que você faz com ele. Se você já caiu na asneira de sair com alguém só porque estava carente ou sozinha, entende o que eu estou falando. Se você está sozinha, é porque não tem ninguém que valha a pena por enquanto. E antes só do que mal acompanhada! Se você está acompanhada, avalie se a relação realmente está valendo a pena. Se estiver, parabéns! Se não, corte o mal pela raíz.
  • Nós não precisamos de estado civil declarado para nos definir. A sociedade tem o hábito de nos classificar de acordo com a nossa vida amorosa. Como assim? Nós trabalhamos, estudamos, ralamos, ganhamos o nosso dinheiro, temos nossas preferências, gostos e conquistas e o que importa é se a gente tem um homem do lado ou não? Posso estar soando feminista, mas o que eu quero dizer é que somos importantes como indivíduos e não só como “a esposa/namorada/amante de fulano”.
  • Não sinta pena de si mesma se você está solteira. É uma bobagem só. Você com certeza com muitas outras coisas pra se orgulhar na sua vida: carreira, estudos, família, filhos, amigos… Tudo isso faz parte da sua vida. Reduzir a sua felicidade somente ao setor romântico da sua vida é pensar pequeno. Tudo é passageiro, você pode estar solteira hoje e acompanhada amanhã!
  • Se você está namorando, lembre-se que mais difícil do que começar um relacionamento legal, é mantê-lo. Estar num relacionamento saudável e feliz é uma dádiva. E como toda dádiva, temos que trabalhar para merecê-la. Nada de se acomodar por que está namorando ou casada!
  • Amigas são o máximo! Abaixo à esse papo que a amizade entre mulheres não é tão forte assim! Dê valor às suas amigas de verdade, elas merecem. Muitas coisas vão passar na sua vida, mas suas amigas continuarão. Quer coisa mais legal do que aquelas velhinhas amigas no filme Divinos Segredos (Divine Secrets of the Ya-Ya Sisterhood) ?
  • Você merece ser feliz. Esqueça qualquer bobagem que você já ouviu contradizendo isso. Você merece ser feliz e ponto. Acreditar nisso já é meio caminho andado para a felicidade - solteira ou acompanhada. Pense no que te faz feliz e vá atrás. Girl power now!

Quando penso em relacionamentos e como nos comportamos em relação à ele, sempre me lembro da série da HBO Sex and the city. Na minha opinião, a melhor série para o público feminino da década! Em um dos capítulos (6a temporada - A woman´s rights to shoes), Carrie Bradshaw (a personagem principal) faz uma “lista de presentes” em uma loja de sapatos para celebrar sua solteirice. Ganhamos presentes quando casamos, quando temos filhos… Por que não comemorar outros estágios da nossa vida? Outro episódio (4a temporada - The agony and the ‘Ex’-tacy) que também tem a ver com o tema deste post, é um onde a Charlotte sugere que talvez elas (as quatro amigas) sejam as almas gêmeas umas das outras, reforçando a importância da amizade feminina em nossas vidas.

Então, curta o Dia dos Namorados do jeito que você quiser e como te fizer feliz. Agora, ficar deprê, de jeito nenhum!

por Charlote

Assunto: Girl Power

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