Arquivo para o mês: October, 2007

Pucci e a galocha

24 de October, 2007

Há alguns anos comprei uma bota que poucos acreditaram que eu fosse capaz… quer dizer, que alguém fosse capaz de comprar e usar. É uma galocha Pucci. Eu arraso com ela  em dias de chuva.

Fazia tempo que ela não saía do meu armário, mas hoje precisei caminhar um pouco na rua e a chuva foi a desculpa perfeita: vamos causar, querida!

Calça jeans, camiseta de manga longa verde bem justinha e uma mais folgadinha azul- marinho de manga curta por cima e ela… a minha Puccizinha!!

E, para deleite das que adoram esse tipo de ousadia, encontrei um site-sucesso com vááários modelitos. É americano, claro, e as compras são exclusivamente online. A minha preferida foi a preta de bolas! Por US$60 você leva o mimo. :)

Costumo usar a minha com um vestido preto na altura do joelho, sem acessórios ou com uma calça jeans sequinha. Não curto usar bota por cima da calça, então aparece só a parte do pé mesmo.

Banque seus gostos e seja autêntica e feliz com suas escolhas! :)

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A lógica das minhas compras

10 de October, 2007

Nunca compro porque preciso. Não preciso de absolutamente nada. O ato de comprar é impulsivo. Está diretamente relacionado a alguma carência. Isso é péssimo e é muito fácil perder o controle. Minha vida de consumista mudou no dia que descobri que havia a possibilidade de pagar o valor mínimo do cartão de crédito. E parcelas as compras sem juros, então? Uma comprinha parcelada em 10 vezes de 300,00 é tranquilo. O problema é quando isso acontece em vááááárias lojas, no mesmo período. Quando você soma essas parcelas aos gastos mensais, que quase não cabem no salário, o bicho pega.

Há dois meses eu tinha 6 cartões de crédito estourados, dois cheques-especiais estourados, 2 empréstimos em banco, penhor na Caixa, emptréstimo com mãe, amiga e irmão. Não tinha mais dinheiro pra pagar a empregada.

Comecei a vender minhas coisas. Fiz bazar de roupas, acessórios, móveis, louças, presentes de casamento que nunca tirei da caixa. Paguei umas coisas.

Ainda tinha muito a ser pago, então comecei a vender minhas jóias. Naquele momento, elas não tinham a menor importância pra mim. Valor sentimental igual a zero. Eu precisava pagar minhas contas. Paguei outras coisas.

Até que finalmente consegui, depois de 2 anos, vender uma casa. Com o dinheiro, consegui quitar todos os cartões, os cheques especiais e os empréstimos.

Comecei a viver novamente do meu salário e não para pagar os juros. É um mundo feio. Pela primeira vez na vida, perdi o sono por preocupação. Não via saída… nem o corpinho tava valendo tanto assim pra me salvar.

Hoje, tenho apenas 2 cartões de crédito e meu próximo passo é deixar o cheque e os cartões em casa e andar só com o cartão de débito.

Às vezes me acho ridícula, mas só eu sei o quanto não quero mais voltar pro mundo feio.

Precisei encarar esse problema como uma compulsão, uma doença, para levá-lo a sério.

Conto com minhas amigas quando vamos ao shopping. Pois é… ainda não vou sozinha, não. O mais importante disso tudo é levar a sério um costume que, no início, era pura diversão. Mas saiu do controle. E, acreditem, isso é muito mais comum do que a gente imagina.

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Poema de mulher

3 de October, 2007

Recebi o texto abaixo há alguns anos. Ele faz parte das tralhas que tenho penduradas na minha mesa de trabalho. Cada vez que eu leio, ele faz mais sentido. Resolvi, então, dividir com vocês, pra que cada uma se sinta bem normal com as suas loucuras! E mostrar que, como nossas mães, também só mudamos de endereço!  :)

“Que mulher nunca teve um sutiã meio furado, um tio meio tarado ou amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou um fora de querer sumir, um porre de cair ou um lexotan pra dormir?

Que mulher nunca pensou em zunir uma panela, jogar os filhos pela janela ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou pra ter a perna depilada, pra aturar uma empregada ou pra trabalhar menstruada?

Que mulher nunca acordou com um desconhecido ao lado, com o cabelo desgrenhado ou com o travesseiro babado?

Que mulher nunca comeu uma caixa de Bis pela mais pura ansiedade, um alface por vaidade, ou um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou o pé no sapato pra caber, a barriga pra emagrecer ou um ursinho pra não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou que não estava ao telefone, que não pensa em silicone ou que “dele” nao lembra nem o nome?”

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