Crise existencial - enfrentando a minha
26 de July, 2007
“É um momento da vida em que as coisas ao nosso redor parecem perder o sentido e entramos num profundo processo de autoconhecimento. Aqueles valores, crenças e condutas que até então eram válidos já não são mais e, ao mesmo tempo, não conseguimos reformulá-los. A falta de referências seguras nesse momento de desconstrução e reconstrução interior é traduzida por muitos como um vazio dolorido, ou um caos interior. Embora cause sofrimento, é um momento precioso da vida por ser uma época de virada e superação. Em geral, a crise existencial é detonada por impactos emocionais sérios, (…) que exigem que o indivíduo reformule seu padrão de vida. É uma passagem solitária e árdua, cuja resolução demanda tempo e paciência para que a própria consciência evolua e cresça.” Assim a Vida Simples deste mês me apresenta o conceito da crise existencial, a tradução da minha fase atual.
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Já Paula Toller, cantou e contou a tal da crise em O que é que eu sou?, de Erasmo Carlos, no seu novo cd - Sónós: “O que é que eu sou? Eu vim porque? Pra onde eu vou? Onde é que eu tava?
Onde é aqui? Quem me mandou? Qual é o nome da minha alma?
Acho que sou fruto da imaginação, a imagem viva da ilusão.
Falso faz de conta do que seja uma mulher ou uma miragem de um dejavu qualquer.
Você é quem? Veio de onde? O que faz aqui? Pra onde vai? Você não sabe, eu também não sei. Somos um todo feito de nada.”
Descaradamente romântica, ela expõe seus medos, inquietudes, angústias, fragilidades, conflitos, sonhos, dúvidas. Ousa se mostrar mulherzinha, mas logo se esconde de novo. É quase brega e me encantou. É a segunda tradução em 2 dias da minha atual fase. 
Recentemente, assisti Maria e Medos privados em lugares públicos. São filmes que fazem repensar. Questionar conceitos, dramas, vontades, temores, objetivos, rotas. São filmes que narram de formas diferentes, de novo, a crise existencial.Ao enfrentar um mundo novo, sinto dores reais, sensações desconhecidas, descubro que sou mais paciente do que imaginava e consigo superar, aos poucos, as dificuldades. Às vezes bem que dá vontade de dormir e acordar depois de alguns dias. Mas não dá tempo de dormir tanto… por sorte! Não dá pra ficar deprê por muito tempo. E é aí que aparecem os verdadeiros amigos, os companheiros de jornada, NO MATHER WHAT.

Dias 31, 1 e 2 próximos a Amma (Mãe em sânscrito) estará no Rio de Janeiro. Ela é uma líder humanitária e espiritual indiana que abençoa as pessoas através do abraço - já abraçou mais de 30 MM de pessoas no mundo. Quem já recebeu o seu abraço, não consegue colocar em palavras a sensação de bem estar. É emocionante. É o tipo de coisa que não precisa acreditar. Só sentir. Eu vou abraçar a Amma.
Essa fase não é depressiva. Ela é, sim, mais solitária. Tento me ouvir. E essa talvez seja a parte mais difícil. Mas não há de ser nada. Tô focada.
Necessaire por Mabel Assunto: Necessaire, Vida Nova, Tudo




