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FLIP! FLIP! FLIP!!

2 de July, 2008

FLIP 2008 - de 2 a 6 de julho.

mais um ano, a Flip começando e eu presa aqui….
só pra constar!
depois resmungo mais da vida e falo mais da festa tá?
preciso me recompor primeiro.

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61o. Festival de Cannes

14 de May, 2008

Festival de Cannes 2008o Festival de Cannes começou. óbvio que eu preferia estar lá do que aqui, mas confesso que mais para fazer biquinho falando e vendo o horizonte do que assistindo os filmes.
talvez porque os filmes hoje estão mais bonitos e menos belos. mais falados e menos poéticos.

mas isso pode ser enjoo meu, já que entre 14 e 25 de maio, teremos 22 filmes disputando a Palma de Ouro, e esperança que me move é a mesma em época do Festival Internacional de Cinema - aqui em SP e no Rio: novos diretores. novos países. novas maneiras de se fazer novas películas. festival pra mim é sinônimo de descoberta.
curto a oportunidade, às vezes única, de ver filmes uma vez na vida só!
nada nostáligico, o sabor da exclusividade me delicia mais.

tudo bem, tudo bem, confesso que fico ligada nos grandes diretores como Clint Eastwood, Wim Wenders, Steven Soderbergh e Walter Salles.
mas este ano, excuse-moi!, meu olhos já têm nome: Fernando Meirelles.
Ensaio sobre a cegueira abriu o festival ontem e já foi dando soco no estômago e fazendo todo mundo sair da sala mudo.
adoro.
quando começa a venda pra pré-estréia?


pra já ir sentindo frio na barriga:
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Rei Midas moderno

17 de April, 2008

Uánessa Camargo está com cd novo. turnê nova. show novo.Uánessa-Bratz-Camargo
e cara, cabelo e guarda-roupas novos. tudinho por conta do novo personal, que diga-se de passagem é o mesmo que cuida da imagem da Tia Madonna.
pouca coisa não, baby.
pra mim ela vai sempre parecer aquelas bonequinhas cabeçudas, Bratz; mas devo concordar que ela tem um qualidade incrível: um bom marido.
o Moço tá fazendo o trabalho direitinho, e não estou falando da vida particular dela não, porque essa eu não sei e não quero saber. não me contem!
mas lembremos que o Moço é empresário, e Uánessa além de jogar buquê é um produto incrivelmente rentável. sacando isso Moço tá fazendo o que sabe de melhor: dinheiro.
Moço vai transformar Menina-Bratz na próxima Mariah Carey. é sério.

com o mínimo de capacidade, tudo se aprende.
com o máximo de dinheiro, tudo vira ouro.

isso ou não teríamos notícias como:
“Ex-BB Gyselle marca estréia como cantora”
“Xuxa Meneghel é madrinha secreta de Natália Casassola”
“Segredo da Garota Melancia: ´Como de tudo, mas me garanto na malhação’”
“Ex-BBBs Juliana e Alexandre lançam revista no Rio”
“Repórter da TV faz ensaio de lingerie”
“Mãe diz que Paris Hilton está apaixonada pela 1ª vez”

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Dia Nacional da Cultura

5 de November, 2007

hoje é o Dia Nacional da Cultura.
eu ia dizer para todo mundo deixar de lado a curiosidade pela vida das celebridades pelo menos hoje; mas a semana começou movimentada com o novo rebento Angélica/Huck saindo da maternidade (sem Rolex), o Edward Norton filmando no Rio e a Cléo Pires no topo da lista para ser a Bond Girl brasileira.

eu ia dizer para todo mundo aproveitar a hora do almoço pra passear em algum museu ou galeria, mas hoje também é segunda-feira é dia de descanso dos trabalhadores cults deste meu Brasil Varonil.

mas nem tudo está perdido, pois - Aleluia! - existe o Cinemark.
este que tem em mim uma lista de “senões” hoje me enche de orgulho. existe vida após o capitalismo.
PROMOÇÃO DO DIA: filmes brasileiros a R$ 2.

a rede com o maior número de salas de cinema no país (são 358, em 43 complexos - dá pra acreditar?), exibe hoje a oitava edição do Projeta Brasil. este que nos inseriu no universo da a letra K, exibe s-o-m-e-n-t-e filmes brasileiros. e mais! a renda obtida no projeto é destinada aos vencedores de festivais brasileiros e a outras iniciativas de apoio ao cinema nacional.
uma salva de palmas, por favor.

este ano serão 25 títulos encabeçados pelo atual campeão de bilheteria brasileiro A Grande Família, de Maurício Farias, e o atual campeão de polêmica Tropa de Elite, de José Padilha.
dependendo da cidade, você poderá se deliciar com “O Ano que Meus Pais Saíram de Férias”, “Ó Pai, Ó”, “Saneamento Básico”, “O Cheiro do Ralo” e “Não Por Acaso”, ou pagar alguma promessa com “Xuxa Gêmeas” e “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili”.

Daniel Filho separe R$10, arranje uma desculpa esfarrapada para fugir do trabalho e corra para o Cinemark mais próximo!
além de pagar barato, você ainda ganha créditos para não ver nenhum filme nacional nos próximos seis meses e poderá gastar seu rico dinheirinho vendo o Hulk andando pelas ruas do Catete ou a filha da Glória Pires falando inglês.


e viva o Daniel Filho!

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cult na ponte aérea

20 de August, 2007

no Rio com cara de São Paulo.

hoje rola a abertura da mostra Manifesto Porco com Arte, no CCBB.
cariocas queridos, façam o favor de se programar para passear pela 1o. de Março e ver a mostra bem estilo cult-paulistano: 35 porquinhos ilustrados por bacanudos super “in” Chacal, Ernesto Neto, Isabela Capeto e Vik Muniz.
você pode ir só pra fazer cara de antenado e depois seguir pra festuca que vai rolar Cinemathèque (dos mesmos donos da Casa da Matriz, mas isso merece outro post), em Botafogo. lá Marcelinho da Lua, Yuka, Max Vianna e convivas prometem arrasar nas pick-ups.
no fim da festa, mais uma dose de cultura (se o seu cérebro embebecido conseguir cptar): exibição de um documentário sobre o projeto, com depoimento de Nelson Leirner, que há 40 anos atrás exibiu a controversa obra “O Porco” no IV Salão de Arte Moderna de Brasília.
tudo se completa, percebeu?

cultura + música + arte + cheiro da maresia carioca.
tudo que amo.
curtam por mim por favor.


em São Paulo com cara do Rio.

Amigos queridos (esse é o tipo de programa que só se recomenda aos Amigos): a Orquestra Imperial está em solo paulista. êeeeeeeee!!!
e em turnê de lançamento do primeiro álbum!! portanto, Amigos do Brasil, fiquem atentos aos jornais uma vez na vida, para seguir a estrada da trupe.
para quem não conhece, a Orquestra é uma grande reunião de amigos. afinal são 19 (sim, 19!) músicos que se juntaram em 2002 para reviver no Rio de Janeiro os grandes bailes de salão dos carnavais de outrora. trombones, baterias, tambores, guitarras, sintetizadores e vozes incríveis que deram som novo aos sucessos, qualquer sucesso, em ritmo de marchinhas e sambas.
tem Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, Pedro Sá, Pinaud, Wilson Neves (o mestre da bateria) e Thalma Freitas e Nina Becker (essa com umas roupas, que meninas…. meu deus!)
não dá pra explicar.
tem que ouvir.
tem que ir.
tem que dançar.

afinal, como eles mesmos repetem sempre: “Isso não é um show, é uma festa!”

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Ana Carolina - música e poesia

8 de August, 2007

eu não fui no show da Ana Carolina.
dizem que está ótimo. lindo. polêmico. e afetado ao extremo.
eu gosto da ana carolina. mas não gosto muito do público dela.
é que ela combina com showzinho no Canecão com mesinhas e companhias agradáveis, cerveja long neck gelada e um sanduíche no Cervantes depois.
mas os fãs estão mais para show na Apoteose, cerveja em latão de 500ml, amigos de Orkut, cabelo fedendo a fumaça de churrasquinho da calçada e pizza na padaria.


quem passou por uma mistura disso, ouviu um poema que a cantora recitou no meio do show, que diz assim:


“Você me diz que eu te olho profundamente…
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.


Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.


Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.


Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.


Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.


Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente!”


depois dessa eu até perdôo ela cantar “É isso aí…

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Mulher. Artista. E brasileira ? Parte II

10 de July, 2007

Não é bairrismo não!
Adriana Varejão é mesmo uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea. Aqui e lá fora.
Sim, ela é carioca, frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, e fez sua primeira exposição individual aos 24 anos, na galeria Thomas Cohn, em São Paulo.

Desde então… ih…. histórico extenso….
* Bienal de São Paulo, em 1994 e 1998;
* Bienal de Havana, em 1994
* Bienal de Johannesburgo, em 1995
* Bienal de Liverpool, em 1999
* Bienal de Sydney, em 2000
* Mostra coletiva UltraBaroque - EUA, 2000-2002
* Mostra coletiva TransCulture - Veneza; Tokio, 1995
* Mostra coletiva New Histories - ICA, Boston, 1996
* Mostra coletiva Mapping - MoMA-NY, 1994
* Individual na galeria Victoria Miro, em Londres e na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo e no MoMA-NY
* E peça adquirida pela Tate Modern, de Londres, por US$ 40 mil.

Apesar disso, eu só a conheci há uns dois anos atrás.
E fui lendo, ouvindo, vendo imagens dos seus trabalhos e tentando entendê-los.
Até uma tarde de sábado de sol, no Rio, quando resolvi matar saudades do MAM. Bilheteria de um lado, livrinhos deliciosos de outro. Roleta. Uma escada. 10 passos e meu programinha casual virou uma luta baixa. Primeiro golpe: soco no estomago.
Devia ter mais de três metros de altura. Daquela parede de azulejos no canto do enorme salão branco pendiam carnes, vermelhas, sangrentas.
Mais 10 passos e um tapa na cara.
De perto a carne era mais vermelha, mais redondilhada e os azulejos mais azuis.
Dois passos para o lado, um piscar de olhos e eu entendi que estava diante de Adriana Varejão.


“Sua obra reproduz elementos históricos e culturais, com temas ligados à colonização, ao barroco e à azulejaria. Investiga também a utilização do corpo humano, da visceralidade e da representação da carne como elemento estético. Apesar de remeter ao barroco, adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de materiais, camadas de tinta e informações.
A densidade simbólica de Adriana Varejão é tanta que escandaliza os espectadores, mas ao mesmo tempo é responsável pela conquista de admiração e respeito cada vez maiores nos cenários internacionais da arte.”

Revista Touch of Class


É o que dizem.
Eu não tenho palavras.
Pra mim Adriana Varejão é mesmo uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea. E ponto.


veja!



Momento “pop”: a coleção verão 2007/08 da moda praia de Lenny Niemeyer tiveram referência nos azulejos trabalhados de Adriana Varejão. E como nem só de inspiração se faz um biquini, os azulejos feitos estão efetivamente aplicados nas peças, após serem quebrados, afinados e polidos.

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