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Bobby McFerrin, the king.

20 de Junho, 2008

“Don’t Worry, Be Happy” é um clássico e todo mundo já cantou se imaginando em um comercial de margarina.
o dono da pérola vencedora do Grammy, talvez nem todos saibam é Bobby McFerrin, nascido no Reino Unido, radicado em NY, e filho do barítono Robert McFerrin - o primeiro cantor negro de prestígio na ópera.
bom, a historinha tá começando a ficar interessante né?

pois bem Bobby já trabalhou com um monte de instrumentistas bacanudos e é conhecido pela capacidade, não!, pelo dom de usar a voz para criar efeitos incríveis.
o mocinho já gravou álbuns em que ele é o único músico, cantando e simulando instrumentos. (olha a historinha mais interessante um pouco)
dominador de várias técnicas vocais - entre elas, um canto tribal que faz com que ele consiga produzir intervalos harmônicos e acordes a partir de uma só voz.
uma só voz. a dele.

de tão interessante a história poderia parar aqui. mas não.
Bobby McFerrin, faz única apresentação neste domingo, no Teatro Municipal, em SP.
a programação… bem… não importa…. os ingressos para a apresentação estão esgotados.

mas… God bless YouTube! :)
um aperitivo que assisti hoje…

meu peito encheu, me arrepiei, chorei e decidi que quero essa versão no meu casamento, velório, enterro e no hora do parto dos filhos que terei.


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posso fazer um pedido? quem não gostou escreve e conta o porquê?

Cultura por Lais Orrico Assunto: música, espetáculo, Tudo

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música (emprestada) da vez…

17 de Junho, 2008

há pouco mais de um mês eu escrevi sobre o quanto o samba mexe com a minha alma.
mas na verdade a música mexe com a minha alma, com meu corpo, com meu coração.
de todo mundo né?

nada melhor para espantar os males cantando bem alto, desafinado mesmo, fingindo que a escova de cabelo é o microfone e o tapete da sala o palco dos sonhos.
nada melhor para afogar as mágoas e chorar ouvindo a playlist “deprê”.
nada melhor que achar que aquela música foi feita para você - ou por você - e torná-la seu mantra, nem que seja por um dia.
quem sabe ela realmente não se transforma na sua música? ou transforma a sua vida?

a playlist da minha vida tem várias músicas, algumas que eu nem quero mais ouvir… mas hoje eu vou pegar uma música emprestada… uma dica de um amigo querido, acho que ele não vai se importar.
Deus queira que eu te devolva ela em breve! ;)

Não Vá
(Sandra De Sá - sim, ela fez outra música além de “joga fora no lixo”)

De repente me deu uma louca vontade de estar com você
Dar um ponto final e tornar natural meu viver por viver
Esquecer de uma vez quem está com a razão
E matar a vontade do meu coração
Descobrir novamente o sabor do prazer
Ir a lua e voltar quando estou com você
Você é o remédio que vai me curar de todo esse mal
Já andaram dizendo você lamentou minha falta afinal
Diga pra os seus amigos que não me esqueceu
Deixe tudo de lado e procure o que é seu
Pois se todo o seu medo é eu não lhe aceitar
Vou contar um segredo não dá pra aguentar
Não vá, não vá
Não vá se iludir se enganar
Pois tantas você fez com sua indecisão
Se um quis aventura
Dois curtiram solidão
Não vá, não vá
Preciso de você pra me ajudar
Pois tantas você fez com sua indecisão
Se um quis aventura
Dois curtiram solidão

Cultura por Lais Orrico Assunto: all we need is love, música, Tudo

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cult na ponte aérea

20 de Agosto, 2007

no Rio com cara de São Paulo.

hoje rola a abertura da mostra Manifesto Porco com Arte, no CCBB.
cariocas queridos, façam o favor de se programar para passear pela 1o. de Março e ver a mostra bem estilo cult-paulistano: 35 porquinhos ilustrados por bacanudos super “in” Chacal, Ernesto Neto, Isabela Capeto e Vik Muniz.
você pode ir só pra fazer cara de antenado e depois seguir pra festuca que vai rolar Cinemathèque (dos mesmos donos da Casa da Matriz, mas isso merece outro post), em Botafogo. lá Marcelinho da Lua, Yuka, Max Vianna e convivas prometem arrasar nas pick-ups.
no fim da festa, mais uma dose de cultura (se o seu cérebro embebecido conseguir cptar): exibição de um documentário sobre o projeto, com depoimento de Nelson Leirner, que há 40 anos atrás exibiu a controversa obra “O Porco” no IV Salão de Arte Moderna de Brasília.
tudo se completa, percebeu?

cultura + música + arte + cheiro da maresia carioca.
tudo que amo.
curtam por mim por favor.


em São Paulo com cara do Rio.

Amigos queridos (esse é o tipo de programa que só se recomenda aos Amigos): a Orquestra Imperial está em solo paulista. êeeeeeeee!!!
e em turnê de lançamento do primeiro álbum!! portanto, Amigos do Brasil, fiquem atentos aos jornais uma vez na vida, para seguir a estrada da trupe.
para quem não conhece, a Orquestra é uma grande reunião de amigos. afinal são 19 (sim, 19!) músicos que se juntaram em 2002 para reviver no Rio de Janeiro os grandes bailes de salão dos carnavais de outrora. trombones, baterias, tambores, guitarras, sintetizadores e vozes incríveis que deram som novo aos sucessos, qualquer sucesso, em ritmo de marchinhas e sambas.
tem Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, Pedro Sá, Pinaud, Wilson Neves (o mestre da bateria) e Thalma Freitas e Nina Becker (essa com umas roupas, que meninas…. meu deus!)
não dá pra explicar.
tem que ouvir.
tem que ir.
tem que dançar.

afinal, como eles mesmos repetem sempre: “Isso não é um show, é uma festa!”

Cultura por Lais Orrico Assunto: música, rio de janeiro, orgulho nacional, arte, dicas, são paulo, Tudo

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Ana Carolina - música e poesia

8 de Agosto, 2007

eu não fui no show da Ana Carolina.
dizem que está ótimo. lindo. polêmico. e afetado ao extremo.
eu gosto da ana carolina. mas não gosto muito do público dela.
é que ela combina com showzinho no Canecão com mesinhas e companhias agradáveis, cerveja long neck gelada e um sanduíche no Cervantes depois.
mas os fãs estão mais para show na Apoteose, cerveja em latão de 500ml, amigos de Orkut, cabelo fedendo a fumaça de churrasquinho da calçada e pizza na padaria.


quem passou por uma mistura disso, ouviu um poema que a cantora recitou no meio do show, que diz assim:


“Você me diz que eu te olho profundamente…
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente.


Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.


Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.


Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.


Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.


Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente!”


depois dessa eu até perdôo ela cantar “É isso aí…

Cultura por Lais Orrico Assunto: música, orgulho nacional, Tudo

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