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cenas da vida real

3 de Outubro, 2008

repórter aborda Miguel Falabella, autor da nova novela da Globo: “Ah, Falabella, a Grazi não é boa atriz, tem aquela voz, aquele sotaque…”. Falabella: “É, mas enquanto você me faz perguntas imbecis nesse teu bloquinho imundo, ela tá em casa comendo o Cauã Raymond…”


ai ai (suspiro profuuuuuuuuuundo)…
eu sumi, mas não porque ando comendo o Cauã.
em breve novidades neste espaço não-imundo, apenas com uma camadinha de poeira.

beijo!

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do Japão ao coração

24 de Abril, 2008

de acordo com a Wikipedia, o “Haicai (Haiku ou Haikai) é um forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.”

Matsuô Bashô (1644-1694) foi um monge Zen e o mais tradicional poeta deste estilo que aperfeiçoou o estilo e divulgou suas obras no final do século XVII.
segundo Harold G. Henderson, em Haiku in English, o haicai clássico japonês obedece a quatro regras:

:: são 17 sílabas japonesas, divididas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas
:: contém alguma referência à natureza ou estação do ano
:: refere-se a um evento particular (ou seja, não é uma generalização)
:: apresenta tal evento como “acontecendo agora”, e não no passado.


na hora de jogar isso para outros países, algumas regras se perderam ou foram alteradas mesmo. aqui no Brasil, o primeiro autor a popularizar o haicai foi Guilherme de Almeida, que mudou as regras do jogo para que o primeiro verso rime com o terceiro e o segundo verso possua uma rima interna (a 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba).

Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Alice Ruiz são autores brasileiros que não julgam necessárias a métrica nem a referência à estação do ano.

tudo muito complexo?
um pouco.
mas isso tudo é só pra explicar meu inferno astral e minha adoração atual (tks marinha) por dois haicais:

Vazio agudo
ando meio
cheio de tudo
.

&

Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

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cardápio fashion

9 de Janeiro, 2008

Gisele, a Bündchen, ja chegou, causou, desfilou e já tá indo embora.
como bastou respirar para virar notícia, além das tradicionais fotos dela de biquini no hotel e se escondendo dos fotografos, tem a matéria com a banqueteira Monique Benoliel que há quatro anos prepara o banquete particular da modelo no Fashion Rio.
darlings, sintam o cardápio que ela disse que prepara: picadinho de carne acompanhado de coco fresco, molho de pimenta dedo-de-moça e purê de banana da terra, mini cachorro quente, mini joelho de presunto, mini pão de queijo e sanduichinhos.


“Dessa vez, criei copinhos de brigadeiro crocante e copinhos de doce de leite com calda de chocolate. Além disso, ela pediu muita fruta e água de coco direto da fruta”, entrega Monique.


não é por nada não, mas eu quero foto da mocinha comendo tudo isso. TUDO!
um de cada no mínimo.
cadê os paparazzos nessa hora?
cadê blog oficial, assessoria de imprensa e garçom com celular??

e o detalhe da “água de coco direto da fruta”? é por que não é a fofa que vai carregar um monte de coco verde em caixa de plástico, bastidores do Fashion Rio adentro, e depois um monte de saco de gelo no ombro fazendo um rio de água no chão, pra gata ter seus potássios consumidos em pleno país tropical.
ô organização, fica a dica: no Hortifruti eles tiram a água do coco na sua frente e botam numa garrafinha de plástico bonitinha e prática viu? é gostoso igual, a dona de casa acomoda na sua humilde geladeira paga em suaves prestações, e se mandar a embalagem pro lixo reciclável depois ainda faz a fita com o universo.

e em vez de comer 4 mini cachorrinhos quentinhos enquanto ouve o cd da Xuxa na festinha do sobrinho, se joga logo num cachorro quente de gente, com molho de tomate caseiro e mostarda dijon (adoro!). satisfaz de uma vez e faz um bem pra alma danado.

‘Prefiro picadinho… aummmmm….’

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Good Vibes…

23 de Julho, 2007

Navegando por essa internet de Meu Deus deparei-me com uma notícia curiosa:
“O artista norte-americano Tom Greaves, 46, instalou em uma rua de Washington uma máquina de elogios. O equipamento tem um toca-MP3 com cem elogios gravados – de tempos em tempos, cada um deles é liberado. “Você se destaca na multidão”, “a maioria das pessoas concorda com você” e “sua energia positiva atrai as pessoas” são algumas das frases disparadas pela máquina.”
no G1.

Tem quem reclame, claro.
Primeiro por não ter entendido que quem fez foi um artista (aula de interpretação de texto urgente por favor!) e segundo por achar que isso é coisa do frio mundo capitalista norte-americano. Mas no fim, tudo se resume a uma leitura da Lei da Atração; que diz que você atrairá tudo o que quiser e desejar na sua vida.
Coisas boas e ruins, deixemos bem claro.
Sim, você já ouviu isso antes.
Talvez a sua avó tenha lhe dito alguma vez na vida: “Menina, não fala coisa feia pros outros que Papai do Céu castiga.”
Talvez você seja budista e exerça o Nobre Caminho Óctuplo que lhe diz para fala correta.
Talvez você tenha conversado com seus colegas de trabalho que depois do livro do monge leram “O Segredo”. Outros virão o filme. Outros fizeram as duas coisas e desenharam um uma nota de um dólar no teto da sala esperando que um milhão delas caia sobre suas cabeças.


Pra mim pouco importa se seu cofre vai ficar cheio ou se você vai esvaziá-lo ao ter que pintar o teto depois. Mas serei audaciosa e me permitirei a deixar apenas um frase: Gentileza gera gentileza.
Não precisa ler livro da moda não darling, procure um pouco mais perto… procure na história.

  • Saiba sobre o profeta que era dado como louco e o Rio de Janeiro mais lindo com seus pilares de poesia.
  • Passe na Blockbuster e alugue The Matrix e reveja Morpheous dizendo ao Neo: “Don’t think you are. KNOW you are.” (Não pense que você é, saiba que você é.)
  • Procure por “Henry Ford” no Google, quem sabe você acha uma frase famosa dele: “Whether you think you can, or can’t, either way you’re right.” (Se você pensa que você pode, ou se você pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.)
  • Encha os pulmões e cante com Marisa Monte inspirada naquele louco-poeta lá de cima.
  • Afinal, já dizia o provérbio: Quem canta seus males espanta.

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