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Mulheres do Planeta

13 de May, 2009

mulheres do planetaEstamos em meio às comemorações do Ano da França no Brasil, e enquanto a gente acha do lado de cá acha as francesas chiques e cultas, tem francês olhando com carinho para as mulheres de lá, de cá e de todos os lugares…
O artista francês Titouan Lamazou apresenta a exposição Mulheres do Planeta de 11 de maio a 11 de julho, na Oca do Ibirapuera, em São Paulo. São 200 perfis fazendo um panorama da mulher contemporânea entre fotografias, pinturas, vídeos, textos e desenhos feitos por ele durante sete anos de viagens pelos cinco continentes.
Refugiadas, camponesas, militantes, operárias, artistas, modelos, professoras, empresárias…independente da aparência, nacionalidade ou religião, Titouan mostra a força da mulher contemporânea.

Impossível não se ver um pouquinho em cada uma delas.

Corre lá:
de 11 de maio a 11 de julho de 2009
na Oca – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez - Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 3 – São Paulo, SP
das 10hs às 20hs, e às terças a entrada é gratuita.

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Cinema & Gastronomia

20 de May, 2008

cinema!curta-metragem é legal, sabia?
pois se você desconhece esse mundo da sétima arte em miniatura, uma ótima oportunidade surge: Mais do que Pipoca.
uma turma incrível resolveu juntar o útil ao agradável, o interessante ao despretencioso.

os Chefs Sergio Luiz e Pedro Gabriel ? comandantes do restaurante da FIESP e o jornalista Renato Becker criaram o que será meu programa favorito para o resto da vida: uma seleção dos curtas, com a presença dos diretores dos filmes, seguido de um jantar.
tudo sempre alinhavando o tema dos filmes e da culinária.
quem é apaixonado por cinema, levanta a mão!
quem é apaixonado por comida boa, levanta a mão!
quem é apaixonado por tudo isso e gente bacana, em um lugar bacana, abaixa a mão e apareça por lá.
satisfação garantida, ou seu mau-humor de volta.

abrindo a programação, hoje, dia 20 de maio:
Batalha, A Guerra do Vinil :: diretores: Daniel Greco e Rafael Terpins
Palíndromo :: diretor: Philippe Barcinski


Pueblo Bar
rua Ministro Jesuíno Cardoso, 104 - Vila Olímpia - SP

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do Japão ao coração

24 de April, 2008

de acordo com a Wikipedia, o “Haicai (Haiku ou Haikai) é um forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.”

Matsuô Bashô (1644-1694) foi um monge Zen e o mais tradicional poeta deste estilo que aperfeiçoou o estilo e divulgou suas obras no final do século XVII.
segundo Harold G. Henderson, em Haiku in English, o haicai clássico japonês obedece a quatro regras:

:: são 17 sílabas japonesas, divididas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas
:: contém alguma referência à natureza ou estação do ano
:: refere-se a um evento particular (ou seja, não é uma generalização)
:: apresenta tal evento como “acontecendo agora”, e não no passado.


na hora de jogar isso para outros países, algumas regras se perderam ou foram alteradas mesmo. aqui no Brasil, o primeiro autor a popularizar o haicai foi Guilherme de Almeida, que mudou as regras do jogo para que o primeiro verso rime com o terceiro e o segundo verso possua uma rima interna (a 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba).

Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Alice Ruiz são autores brasileiros que não julgam necessárias a métrica nem a referência à estação do ano.

tudo muito complexo?
um pouco.
mas isso tudo é só pra explicar meu inferno astral e minha adoração atual (tks marinha) por dois haicais:

Vazio agudo
ando meio
cheio de tudo
.

&

Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

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Mulher. Artista. E brasileira ? Parte III

7 de December, 2007

há algum tempo eu estava querendo escrever sobre ela.
eu estava em uma livraria no rio, tentando equilibrar um daqueles livros pesados, lindos e enormes que apresentam trabalhos de artistas plásticos, quando vi uma página colorida. muito colorida.
eram flores, círculos, bolinhas, bolotas, espaços… cores de fazer inveja até ao mais bonito dos arco-irís já vistos.
ali aprendi: Beatriz Ferreira Milhazes.

da Escola de Artes Visuais do Parque Lage para o mundo, a artista representou o Brasil na 50. Biennale di Venezia em 2003, participou da Bienal de Shangai, China, em 2006 e das 24a e 26ª Bienais de São Paulo em 1998 e 2004.

já está prevista para outubro de 2008 uma mostra retrospectiva na Estação Pinacoteca em São Paulo e em 2009 na Fundation Cartier pour l?art contemporain em Paris.
hoje suas obras já estão nas mais importantes coleções do mundo: MoMA ? Museum of Modern Art de Nova York; Museo Nacional Reina Sofia, Madrid e Metropolitan Museum of Art, Nova York.
seu “Maresias” (2002) é capa do livro Art Now, vol. 2, publicado pela Editora Taschen.

pouca coisa não viu?

na exposição que está atualmente na Galeria Fortes Vilaça, pinturas e colagens inéditas onde a artista complexifica sua própria linguagem, fazendo um intercâmbio entre as duas técnicas. a maioria em grandes dimensões, e todos já vendidos.

nas colagens, Milhazes usa papéis coloridos e estampados, embalagens de chocolates, balas e sacolas de lojas!
juro que procurei, mas não achei na internet o trabalho que mais gosto dela: uma flor coloridíssima feita petala por petala de embalagem de chocolates! imagine o brilho de embalagens como Bis e Sonho de Valsa formando uma flor pop, brilhante e opaca, rugosa e lisa, listrada e escrita.



“(…) no trabalho com a cor, faço uma ligação entre vida e pintura. O carnaval - uma festa popular brasileira frenética - sempre me estimulou com seu visual, atmosfera, loucura, beleza etc. Os desfiles, com suas combinações de cores e conceitos, são muito malucos, mas por outro lado todas essas coisas estão muito longe da pintura, do meu ateliê, do meu cotidiano. Ao contrário de Hélio Oiticica, que também trouxe referências do carnaval para o seu trabalho, eu jamais, em nenhum momento, fiz parte do mundo do samba ou do carnaval. E nunca quis fazer parte. Sou uma carnavalesca conceitual. O mesmo acontece com a cultura psicidélica e a religião, ainda que eu acredite em Deus. Acho que uma caminhada na praia é a melhor maneira de conectar geometria séria e carnaval”.

Beatriz Milhazes



visite
Galeria Fortes Vilaça
Rua Fradique Coutinho 1500 . t. 11 3032 7066
www.fortesvilaca.com.br
até 26.01.08 - terça a sexta 10h às 19h / sábado 10h às 17h

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+ curtinhas do finde

23 de August, 2007

estou indo me lambuzar de alfajores e volto já.
enquanto isso…

* a melhor diversão
em tempos de Playboys com BBBs & BSBs, de processos e impedimentos, enchente de fotos de filhos - adotivos ou não - de famosos - ou não, um pouco da cultura fashion faz bem aos olhos, pelo meno.
começa nesta sexta, em São Paulo, o Filme Fashion, festival com programação lotada de filmes inéditos (documentário sobre Karl Lagerfeld inclusive fofa), mesas de debate, premiação, champagne e glamour. vai rolar no Shopping Iguatemi (de 24 a 30 de agosto) e assim você pode aproveitar para dar uma olhada nas vitrines, namorar a Tiffany´s, tomar um café no Suplicy e ainda assim contar para as amigas que fez um programa super cult no final de semana.
já quem pegar o elevador para o cinema direto, vai encontrar um sessões do “Panorama Internacional” com curtas e o documentário do “homem” da Chanel e do “Cinema Brasileiro”, com a evolução do figurino em filmes como ´Bonequinha de Seda´e ´Madame Satã´.
e a “Mostra Competitiva”, que vai premiar filmes brasileiros desde publicitários a “filmes de bolso” - os feitos com celulares e outras técnicas amadoras. amei quando soube disso. conseguir entregar a mensagem que se deseja com recursos diminutos aguça a criatividade e produz, geralmente, momentos curiosos - geralmente. vejamos…


* qualquer diversão
eu sou a favor do contra.
contra a maré, contra as regras, contra as imposições.
adoro descobrir. adoro usar o global para achar o que me for peculiar.
ok, eu fui no Momix, tenho um post-it pra lembrar de comprar o ingresso pro Cirque, e frequento o Cinemark de vez em quando. nas outras vezes procuro o que me agrada nas páginas reais e virtuais, e nas palavras alheias.
sou tímida para dizer que saio andando e vou entrando nos lugares e descobrindo lugares novos.
se você curte fazer isso, me convide.
se não, faça como eu: escolha um final de semana, uma revista de programação qualquer e selecione os lugares que não tem estrelinha de recomendação.
o que é bom pra um, pode não ser bom pro outro. essa é a filosofia.
ou preste atenção nos papos as vezes chatos dos amigos cabeçudos. foi nessa que descobri uma galeria bacanérrima: Emma Thomas.
nome cheio de duplo sentido, fica na Rua Augusta, numa portinha sem vergonha que leva para um pátio interno que tem a galeria e o Puri - bar/restaurante indiano divertido. ponto de referência? na frente do Cine Sesc. quer conjunto melhor que esse?
ótima descoberta. altamente recomendado.


* web diversão
e dica para quem quiser ver coisa boa na internet: http://carapuceiro.zip.net/
blog bacanudo de um cara gente fina.
coisa boa pra “bookmarkear” mesmo.
logo, logo escrevo umas poucas linhas aqui sobre uma ou outra crônica… ;)

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cult na ponte aérea

20 de August, 2007

no Rio com cara de São Paulo.

hoje rola a abertura da mostra Manifesto Porco com Arte, no CCBB.
cariocas queridos, façam o favor de se programar para passear pela 1o. de Março e ver a mostra bem estilo cult-paulistano: 35 porquinhos ilustrados por bacanudos super “in” Chacal, Ernesto Neto, Isabela Capeto e Vik Muniz.
você pode ir só pra fazer cara de antenado e depois seguir pra festuca que vai rolar Cinemathèque (dos mesmos donos da Casa da Matriz, mas isso merece outro post), em Botafogo. lá Marcelinho da Lua, Yuka, Max Vianna e convivas prometem arrasar nas pick-ups.
no fim da festa, mais uma dose de cultura (se o seu cérebro embebecido conseguir cptar): exibição de um documentário sobre o projeto, com depoimento de Nelson Leirner, que há 40 anos atrás exibiu a controversa obra “O Porco” no IV Salão de Arte Moderna de Brasília.
tudo se completa, percebeu?

cultura + música + arte + cheiro da maresia carioca.
tudo que amo.
curtam por mim por favor.


em São Paulo com cara do Rio.

Amigos queridos (esse é o tipo de programa que só se recomenda aos Amigos): a Orquestra Imperial está em solo paulista. êeeeeeeee!!!
e em turnê de lançamento do primeiro álbum!! portanto, Amigos do Brasil, fiquem atentos aos jornais uma vez na vida, para seguir a estrada da trupe.
para quem não conhece, a Orquestra é uma grande reunião de amigos. afinal são 19 (sim, 19!) músicos que se juntaram em 2002 para reviver no Rio de Janeiro os grandes bailes de salão dos carnavais de outrora. trombones, baterias, tambores, guitarras, sintetizadores e vozes incríveis que deram som novo aos sucessos, qualquer sucesso, em ritmo de marchinhas e sambas.
tem Rodrigo Amarante, Moreno Veloso, Pedro Sá, Pinaud, Wilson Neves (o mestre da bateria) e Thalma Freitas e Nina Becker (essa com umas roupas, que meninas…. meu deus!)
não dá pra explicar.
tem que ouvir.
tem que ir.
tem que dançar.

afinal, como eles mesmos repetem sempre: “Isso não é um show, é uma festa!”

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Mulher. Artista. E brasileira ? Parte II

10 de July, 2007

Não é bairrismo não!
Adriana Varejão é mesmo uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea. Aqui e lá fora.
Sim, ela é carioca, frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, e fez sua primeira exposição individual aos 24 anos, na galeria Thomas Cohn, em São Paulo.

Desde então… ih…. histórico extenso….
* Bienal de São Paulo, em 1994 e 1998;
* Bienal de Havana, em 1994
* Bienal de Johannesburgo, em 1995
* Bienal de Liverpool, em 1999
* Bienal de Sydney, em 2000
* Mostra coletiva UltraBaroque - EUA, 2000-2002
* Mostra coletiva TransCulture - Veneza; Tokio, 1995
* Mostra coletiva New Histories - ICA, Boston, 1996
* Mostra coletiva Mapping - MoMA-NY, 1994
* Individual na galeria Victoria Miro, em Londres e na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo e no MoMA-NY
* E peça adquirida pela Tate Modern, de Londres, por US$ 40 mil.

Apesar disso, eu só a conheci há uns dois anos atrás.
E fui lendo, ouvindo, vendo imagens dos seus trabalhos e tentando entendê-los.
Até uma tarde de sábado de sol, no Rio, quando resolvi matar saudades do MAM. Bilheteria de um lado, livrinhos deliciosos de outro. Roleta. Uma escada. 10 passos e meu programinha casual virou uma luta baixa. Primeiro golpe: soco no estomago.
Devia ter mais de três metros de altura. Daquela parede de azulejos no canto do enorme salão branco pendiam carnes, vermelhas, sangrentas.
Mais 10 passos e um tapa na cara.
De perto a carne era mais vermelha, mais redondilhada e os azulejos mais azuis.
Dois passos para o lado, um piscar de olhos e eu entendi que estava diante de Adriana Varejão.


“Sua obra reproduz elementos históricos e culturais, com temas ligados à colonização, ao barroco e à azulejaria. Investiga também a utilização do corpo humano, da visceralidade e da representação da carne como elemento estético. Apesar de remeter ao barroco, adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de materiais, camadas de tinta e informações.
A densidade simbólica de Adriana Varejão é tanta que escandaliza os espectadores, mas ao mesmo tempo é responsável pela conquista de admiração e respeito cada vez maiores nos cenários internacionais da arte.”

Revista Touch of Class


É o que dizem.
Eu não tenho palavras.
Pra mim Adriana Varejão é mesmo uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea. E ponto.


veja!



Momento “pop”: a coleção verão 2007/08 da moda praia de Lenny Niemeyer tiveram referência nos azulejos trabalhados de Adriana Varejão. E como nem só de inspiração se faz um biquini, os azulejos feitos estão efetivamente aplicados nas peças, após serem quebrados, afinados e polidos.

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