Não é bairrismo não!
Adriana Varejão é mesmo uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea. Aqui e lá fora.
Sim, ela é carioca, frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, e fez sua primeira exposição individual aos 24 anos, na galeria Thomas Cohn, em São Paulo.
Desde então… ih…. histórico extenso….
* Bienal de São Paulo, em 1994 e 1998;
* Bienal de Havana, em 1994
* Bienal de Johannesburgo, em 1995
* Bienal de Liverpool, em 1999
* Bienal de Sydney, em 2000
* Mostra coletiva UltraBaroque - EUA, 2000-2002
* Mostra coletiva TransCulture - Veneza; Tokio, 1995
* Mostra coletiva New Histories - ICA, Boston, 1996
* Mostra coletiva Mapping - MoMA-NY, 1994
* Individual na galeria Victoria Miro, em Londres e na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo e no MoMA-NY
* E peça adquirida pela Tate Modern, de Londres, por US$ 40 mil.
Apesar disso, eu só a conheci há uns dois anos atrás.
E fui lendo, ouvindo, vendo imagens dos seus trabalhos e tentando entendê-los.
Até uma tarde de sábado de sol, no Rio, quando resolvi matar saudades do MAM. Bilheteria de um lado, livrinhos deliciosos de outro. Roleta. Uma escada. 10 passos e meu programinha casual virou uma luta baixa. Primeiro golpe: soco no estomago.
Devia ter mais de três metros de altura. Daquela parede de azulejos no canto do enorme salão branco pendiam carnes, vermelhas, sangrentas.
Mais 10 passos e um tapa na cara.
De perto a carne era mais vermelha, mais redondilhada e os azulejos mais azuis.
Dois passos para o lado, um piscar de olhos e eu entendi que estava diante de Adriana Varejão.
“Sua obra reproduz elementos históricos e culturais, com temas ligados à colonização, ao barroco e à azulejaria. Investiga também a utilização do corpo humano, da visceralidade e da representação da carne como elemento estético. Apesar de remeter ao barroco, adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de materiais, camadas de tinta e informações.
A densidade simbólica de Adriana Varejão é tanta que escandaliza os espectadores, mas ao mesmo tempo é responsável pela conquista de admiração e respeito cada vez maiores nos cenários internacionais da arte.”
Revista Touch of Class
É o que dizem.
Eu não tenho palavras.
Pra mim Adriana Varejão é mesmo uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea. E ponto.



Momento “pop”: a coleção verão 2007/08 da moda praia de Lenny Niemeyer tiveram referência nos azulejos trabalhados de Adriana Varejão. E como nem só de inspiração se faz um biquini, os azulejos feitos estão efetivamente aplicados nas peças, após serem quebrados, afinados e polidos.