Supermercado… programa de índio?
6 de March, 2009
Não acho. Para mim, ir ao mercado uma delícia. Ou porque sou muito gulosinha ou porque encaro um comer como o melhor dos prazeres. Sou do tipo que prefere pizza fria à sexo ruim.
Na verdade prefiro uma pizza quentinha, um bom vinho e um sexo melhor ainda – não necessariamente nessa ordem – mas a pauta não é essa.
Uma pesquisa realizada pela FIA (Fundação Instituto de Administração) e pelo Provar, ouvindo consumidores da cidade de São Paulo, revelou que apenas 20% dos entrevistados costumam preparar uma lista de compras detalhada antes da ida ao supermercado.
Pois é… reconhecidamente essa é a parte mais chata da vida de um ser humano. Tão chata que minha mãe delegava para a minha pessoa em versão “aborrecente” a tarefa de checar a despensa, armários e geladeira para verificar os produtos que precisávamos.
E o pagamento dessa tarefa vinha em cota de biscoito recheado de chocolate. Hum, não era tão ruim no final.
Para facilitar a vida, tem uma listinha aqui que deve virar sua melhor amiga antes de ir ao supermercado. Para sempre.
E a sua maior inimiga é a fome. Barriga roncando é sinônimo de cair em tentação.
Experiência própria… o maior índice de bolinhos recheados Ana Maria que eu já comi na vida, foi dentro de supermercados.
Esse é meu único desvio de virtude. Desde que passei a morar sozinha não me abalo com as prateleiras de biscoitos, doces, balas, chicletes, chocolates e afins. Nem mesmo outros bolos maiores, feitos na padaria do supermercado ou prontos e embalados. Para mim tudo tem cheiro de 2 quilos de manteiga por centímetro cúbico.
Nem todo mundo é assim. Karin Herbsthofer costuma perder “um tempinho com doces, especificamente Amandita e Calipso”. Dá pra entender não é mesmo?
Mas ela se defende dizendo que essa vontade surge mais durante a TPM.
Ok Karin, dá pra entender isso também.
Aliás, apesar do sobrenome alemão ela é praticamente uma italiana. “Sou fã de molhos de tomate, massas, queijos, antepastos e pães.”
E como não se perder na quantidade de variedades existentes?
A dica aqui é pensar no cardápio. Esses são produtos que o ideal é comprar em pequenas quantidades pensando na combinação entre eles.
Até porque pão depois de um tempo fica duro, queijo resseca e estraga, molho de tomate toda a vez cansa…
Mas nem só de alimentos vivem os supermercados.
Fernanda Vannucci, que não tem parentesco com o apresentador grogue, tem mania de limpeza.
“Passo muito tempo na seção de limpeza sempre comprando as novidades. E garanto que tem muita novidade nessa seção! Essa semana comprei o novo sabão de lavar roupa que é líquido e não mais em pó!”
Praticamente uma garota-propaganda da Ariel.
Já Claudia Assef, jornalista e DJ incrível é acelerada no teclado e lenta no supermercado.
É do tipo que lê todos os rótulos de alimentos, “exceto aqueles que eu já conheço há bastante tempo”.
Esse é um sinal dos tempos… ler rótulos. Há uns 10 anos atrás ninguém via nem data de validade de produto. Hoje gorduras trans, espessantes, estabilizantes, glúten e fenilalanina são conhecidos por todos. Ainda bem!
Para a Claudia, que já passou por uma anemia grave depois de tempos de vegetarianismo radical, é uma alegria ver que de uns tempos pra cá, até os supermercados mais modestos têm investido numa seção de produtos integrais e orgânicos. “Farinha integral, de todos os jeitos, eu adoro, acho que onde perco mais tempo no super é na seção de grãos.”
E de vinhos! “Adoro olhar preços no corredor de vinhos, mas raramente eu compro no super, porque não acho que valha a pena. Vinho tem um budget - pequeno - à parte em casa.” diz Clau.
Pequeno mas relevante. Afinal é sempre bom ter na manga um vinhozinho para acompanhar aquela pizza quentinha e o sexo bom no final do programa de índio.
Ops… fugi da pauta de novo.
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